sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Euribor Fevereiro 2010

Os indexantes para os contratos de financiamento cuja renovação ocorra durante o mês de Março são os seguintes:
  • Euribor a 3 meses: 0,662%;
  • Euribor a 6 meses: 0,965%.
Para saber qual a taxa de juro a aplicar basta adicionar o spread.
Os efeitos de (mais esta) redução da taxa de juro só irão evidenciar-se a partir do mês de Abril.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mais um cartoon de Picalima

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Relações de Poder


A maioria das pessoas procura evitar situações de confronto com as chefias de uma forma quase intuitiva. Intuitiva sim, se bem que não inocente. Estar bem com os chefes proporciona um certo conforto, já que o seu oposto – a hostilidade da hierarquia – se traduz sempre em ameaça. Porém, alguns pretendem mais que meramente fugir ao desconforto. Pretendem sentir segurança, ou seja, procuram deliberadamente agradar para serem vistos como aliados. Mesmo que não apreciem todos os atributos dos superiores, preferem engolir em seco e disponibilizam-se para cooperar. Finalmente, há ainda aqueles que vêem na relação com os seus superiores o caminho mais óbvio para a sua própria ascensão. Estes vão mais longe: bajulam, esforçam-se para exibirem os seus talentos (se os tiverem) e, se necessário for, prontificam-se para cumplicidades pouco louváveis.
Do lado da hierarquia também há um pouco de tudo. Há os que ganharam a sua posição graças aos seus próprios méritos, por vezes remando contra a mediocridade e, invariavelmente, sofrendo os revezes decorrentes de ressentimentos e invejas dos que não evidenciam idênticas aptidões. Por regra, estes tendem a desprezar a mediocridade disfarçada de faz-de-conta; a apreciar o talento e qualidades genuínas dos seus subordinados; e preferem a competência crítica à bajulação hipócrita. Noutro patamar, existem chefes que combinam dois tipos de atributos: competência técnica (o que não implica, necessariamente, genialidade); e inteligência emocional (que lhes permitiu subirem na hierarquia sem fazerem muitas ondas e, fundamentalmente, sem hostilizarem as respectivas chefias). Normalmente desempenham de forma minimamente capaz os respectivos cargos mas revelam uma séria limitação: sentem-se inseguros quando alguém ousa brilhar mais do que eles, tendendo a atacar os subordinados que evidenciam talento ou instinto de liderança que os possa ofuscar. Finalmente, existem aquelas chefias que nunca o deveriam ser. Enquanto subordinados integraram o grupo dos bajuladores, dos sem escrúpulos ou dos que realizaram trabalhos sujos por conta de anteriores chefes. Normalmente não se destacam pelos seus atributos técnicos, mesmo que os tenham, mas sim por se revelarem sobredotados a montar ardis, a desenvolverem teias de cumplicidades e a executarem golpadas. Para eles, os fins sempre justificam os meios, por mais odiosos que sejam.

Em Portugal já tivemos estes três tipos de lideranças. A um nível superior tivemos alguém que, em duplo paradoxo, ascendeu à liderança por sucessão dinástica mas que, tal como a pescada, antes de ser Rei já o era e muito teve de fazer para preservar tal condição: D. João II. A um nível intermédio podemos enumerar Cavaco Silva. Desempenhou razoavelmente o seu cargo de Primeiro-Ministro, mas correu com todos quantos ousaram discordar ou fazer-lhe sombra: Miguel Cadilhe, Álvaro Barreto, Santana Lopes e Teresa Patrício Gouveia. Como líder que nunca o deveria ter sido temos… Sócrates.

Notas:

As imagens foram colhidas nos sítios para os quais apontam as respectivas hiperligações;
Publicado na edição de 19Fev2010 do Jornal Brados do Alentejo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Uma atençãozinha do Sr. Presidente

Perguntou-nos o Ecos:
"A Câmara Municipal de Estremoz contratou mais dois assessores jurídicos.
Concorda?"

Não. É óbvio que não concordo. Foi por não concordar que votei contra esta decisão na Reunião de Câmara, assim como denunciei outra similar ocorrida recentemente no Município de Estremoz.
O Sr. Presidente da Câmara está a corresponder às expectativas nele depositadas e a comportar-se como arauto do "municipal porreirismo". Com o dinheiro de todos nós vai distribuindo favores pelas amizades e cumplicidades, sem qualquer fundamento técnico ou económico. Foi assim com as avenças jurídicas – completamente injustificáveis atendendo a que a autarquia já dispõe de juristas, assim como dispõe ainda de acesso, gratuito, aos pareceres da CCDR –, foi assim com os contratos de seguro e estará certamente a ser assim – é-nos absolutamente legítima esta presunção – com muitas outras situações das quais dificilmente saberemos por serem decisões tomadas no âmbito da competência, exclusiva, do Sr. Presidente da Câmara.
No actual contexto, há só uma situação que pode justificar a contratação externa de advogados por parte da autarquia: a representação do Município em processos judiciais em que seja interveniente. Todavia, esta situação só poderia justificar uma avença jurídica permanente se o número de processos fosse elevado, o que não é manifestamente o caso. Ora se nem uma avença se justifica, muito menos se conseguem justificar duas.
"Encostado às cordas", já sem defesa plausível, o Sr. Presidente teve uma tirada notável que se traduz mais ou menos da seguinte forma: toda a vida assim foi; é assim em todo o lado! Lapidar. Assumem-se despudoradamente os actos vergonhosos, justificando-os com a impunidade da falta de vergonha de outros. Enfim, lá que é verdade, infelizmente, é… porém, não é essa verdade que vai transformar uma pouca-vergonha num acto louvável. Tenho pena, mas não tenho outra forma de dizer isto.
O problema do municipal porreirismo é que ele nunca chega para todos os que contam beneficiar com ele. Muitos continuam na fila à espera que chegue a sua vez… muitos haverá que no fim irão concluir que se iludiram com as promessas que lhe foram feitas. Para o cidadão comum, que cumpre com as suas obrigações, é bom que vá tendo consciência que está no fim da fila. Pode reclamar os seus direitos, mas ainda assim, caso seja atendido, haverá quem lhe faça sentir que lhe fizeram um favor… porque, afinal, toda a gente o sabe, o nosso presidente é, como se costuma dizer, um gajo porreiro.

Publicado na rubrica "Mesa Redonda", na edição de 12Fev2010 do Jornal Ecos.
A imagem foi colhida no sítio para o qual aponta a respectiva hiperligação.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O pior que nos envergonha (II)

Cada dia que passa me convenço mais que há por aí uma certa imprensa que está, já estava, sempre esteve, desejosa de ser controlada por Sócrates.
Por muito menos, vi ser crucificado um primeiro-ministro que não fez - nem teve tempo para isso - uma 1/5 parte do que este já fez e todos os dias era apodado de "trapalhão".

Então, isto (a que temos vindo a assistir) não é uma trapalhada?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Acta n.º 2/2010 da Reunião CME de 20Jan2010 - Documentação das Reuniões de 2009

Já está disponível a acta (oficial, aprovada) n.º 2/2010 da Reunião CME de 20Jan2010.
Os interessados poderão consultar e transferir este documento aqui.

Entretanto, já que se encontra também disponível a documentação distribuída aos vereadores nas 4 reuniões, deste mandato, realizadas em 2009.
Para consulta e transferência, siga esta hiperligação.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Auto-estima colectiva


Esta história ocorreu nesse mundo virtual a que vulgarmente se dá o nome de blogosfera, no qual apenas parte dos intervenientes têm rosto e são identificáveis, enquanto os demais permanecem a coberto do anonimato (umas vezes apenas conveniente, outras tantas indispensável para que a verdadeira natureza das pessoas se evidencie).
Há dias insurgi-me contra umas pessoas que se consideram… (bom vamos lá ver qual há-de ser o adjectivo mais adequado…) especiais num mundo em que os seus semelhantes são… (e agora como hei-de dizer isto…) menos cultos, menos informados e talvez… talvez não, decididamente, tugas. Para quem não sabe o que é ser tuga informo que é o diminutivo de portuga, que é aquele português que envergonha os seus pares por ser tosco, grosso, preguiçoso, oportunista, fingido, pato-bravo, analfabruto, que gosta de futebol, que não sabe os nomes dos arquitectos, pintores, escultores e poetas mais eruditos e que percebe mais de minis e de caracóis do que vodka e de caviar.
Insurgi-me, esclareço, mais por estarem a ser condescendentes com os estremocenses – do género, "benza-os Deus, nem sabem valorizar o que têm…" – do que propriamente pelas razões de fundo que os levou a criticarem o estacionamento no nosso Rossio Marquês de Pombal. Como é óbvio, o meu comentário suscitou reacções variadas, deslocando o debate do tema original – o estacionamento no Rossio – o qual, a partir de determinada altura, ficou reduzido a mero pretexto para serem tecidas considerações de outra natureza e que eu classificaria de lapidares… sobre as diferenças culturais e de atitude que caracterizam, grosso modo, a sociedade portuguesa.
De um lado estavam os que defendiam a tese do (e agora cito uma expressão ali utilizada) "lá fora é que é"; do outro estavam aqueles que, sem deixarem de reconhecer que em Portugal há do melhor que nos orgulha e do pior que nos envergonha, defendiam abordagens diferentes para os mesmos problemas, as quais, invariavelmente, incorporavam uma auto-aceitação das características dos portugueses. Embora eu não tivesse voltado a pronunciar-me naquele blogue, é evidente que me perfilo do lado deste segundo grupo.
Aliás, sem a auto-aceitação (a que antes me referi) não há espaço nem condições para poder emergir a auto-estima, mazela que afecta de forma relevante os portugueses em relação ao Eu colectivo que é Portugal. Este fenómeno é tão grave que, conforme evidencia um estudo de 2009 do Reputation Institute, chegámos ponto de Portugal ter melhor reputação junto dos estrangeiros que junto dos portugueses.
Isto não significa que não devamos reconhecer os nossos erros nem procurar encontrar soluções para os resolver. Significa somente que não é atacando as pessoas, sem tentar compreendê-las, que se atraem adeptos para os nossos pontos de vista. Afinal, é com os portugueses que vamos ter de fazer deste país um lugar melhor para se viver.
Notas:

  1. As imagens foram colhidas nos sítios para as quais apontam as respectivas hiperligações;

  2. Publicado na edição de 04Fev2010 do Jornal Brados do Alentejo;

  3. Artigos relacionados:

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

CME Reunião de 03Fev2010

Estas são as minhas notas (prévias) da reunião de Câmara de hoje.
Quem quiser consultar a documentação disponibilizada aos vereadores poderá fazê-lo aqui.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SEMIRAMIS

Faz hoje 4 anos que o SEMIRAMIS recebeu o último post. Rendi homenagem à (alegadamente) falecida autora no ano passado. Este ano volto a fazê-lo...

Joana do Semiramis… ATÉ SEMPRE!

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