quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Intelectualidades

Fiquei sem saber se devia falar sobre o direito à mudança de opinião, se devia elogiar o conservadorismo bacoco que
recusa mudar de ideias (mesmo perante a evidência ou o mero acesso a novas informações) ou, por fim, se devia rebelar-me contra a intelectualidade dominante.
Enfim, posso apenas referir que foi o texto constante na imagem que junto que fez inflamar a espoleta. Leia, por favor, e depois, se fizer favor, queira voltar ao parágrafo seguinte...
Não sou pessoa de dar conselhos - até porque estes remetem sempre o meu imaginário para as públicas virtudes de hipócritas da pior espécie - mas o post acima sugere que se recomende aos jovens que se quiserem ser de esquerda que façam o favor de nunca, mas nunca mesmo, ousem mudar de opinião no futuro. Se o fizerem ficam sujeitos ao público juízo da sublime e suprema intelectualidade de esquerda, a qual faz de uso de palavrões como "ética" para atingir todos quantos ousem sair da linha.
São manifestamente injustas as acusações dirigidas a estes "reaccionários" que me merecem todo o respeito. Nem sempre concordo com António Barreto ou com Medina Carreira, mas as opiniões tanto de um como do outro devem ser levadas em conta (em especial porque já por várias vezes demonstraram estar certos apesar dos coros dos indignados do costume).
É por esta razão que, cada vez mais, sinto arrepios quando me falam de "intelectuais"... ou seja, de pessoas que limitam o uso do seu, alegado, intelecto a arma de combate político. Não que veja algum mal em que a intelectualidade seja usada na política; o que ela não pode é ser usada só desta forma e, particularmente, de forma subversiva ou de contrapoder. Se os intelectuais forem facto a massa crítica de uma sociedade, os motores da criatividade e da inovação para romper com a anacronia, então tais capacidades devem estar também do lado do Fazer e não, apenas, do lado do desfazer e da desdita. Dito de outra forma, a intelectualidade não pode ficar confinada às criações artísticas, às universidades ou à imprensa; é preciso ser colocada ao serviço das pessoas, da vida em sociedade e na esfera produtiva sem que seja acusada de estar a alienar os coitadinhos ou ao serviço de poderes ocultos e de interesses dissimulados. Para a intelectualidade de esquerda tudo se justifica numa imensa conspiração de meia dúzia de poderosos que maltratam cidadãos comuns, cidadãos esses que, se forem também de esquerda, são sempre vítimas inocentes a quem, em circunstância alguma, poderão ser assacadas responsabilidades.
Como Portinagio Greggio escreveu os "intelectuais viviam à margem da sociedade, em rodas boémias ou círculos de confrades, sem compromisso com a economia, a administração ou a política. Nessa situação de privilegiada irresponsabilidade, davam-se ao luxo de adoptar opiniões contrárias, comportamentos escandalosos e atitudes críticas. Tal conduta, longe de afastá-los dos que carregavam o peso da sociedade organizada, tornavam-nos ainda mais encantadores, emprestando-lhes exagerada aura de inteligência, de originalidade e de coragem".
Se era assim nos séculos XIX e XX, continua a ser assim no século XXI.
Ouvi outra máxima similar numa discussão exacerbada entre assalariados rurais de uma UCP em Santa Susana (Redondo) e um funcionário do partido descrito como "intelectual": "são esses gajos que nunca fizeram a ponta dum corno".




sábado, 28 de novembro de 2015

JPP







"Sempre que se despreza os que vivem com dificuldades do seu trabalho e se valorize a esperteza e o subir na vida, ainda não acabou.”


José Pacheco Pereira meteu-se com ad valorem. Se quiserem, meteu-se comigo e com todos quantos valorizam o mérito.
Passo a traduzir: se alguém tiver um emprego por conta de outrem, tipo das 09:00 às 17:00, é um trabalhador; se outro alguém trabalhar 70 horas por semana, tipo de manhã, à tarde, à noite, em dias úteis e também em Sábados, Domingos e Feriados, passa a ser duvidoso que o seja. Poderá ser, tão-somente, um perigoso facínora daqueles que não se contenta com o que tem e que faz por “subir na vida”. Este tipo de gente, fique sabendo, é gente perigosa. É gente que anda com “espertezas” a trabalhar 14 horas por dia e que, por vezes, se cruza com os trabalhadores que já estão a beber umas bejecas depois de um dia árduo de trabalho. O melhor mesmo é que fracassem, já que, se subirem efectivamente na vida, terá sido certamente às custas de quem trabalha.
Obrigado José Pacheco Pereira. É sempre gratificante saber que há quem reconheça que o esforço e a iniciativa são maus exemplos.


 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ad valorem - Participação Cívica - Somos cada vez menos

ad valorem - Participação Cívica - Somos cada vez menos

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Anuário dos Municípios Portugueses 2014 (e das Freguesias)


Para os interessados seguir os links...
https://antjbramalho.wordpress.com/2015/10/14/anuario-dos-municipios-portugueses-2014-e-de-freguesias/

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Porque falham as sondagens?

Já alguém se interrogou da razão pela qual as sondagens, de há uns anos para cá, terem perdido fiabilidade? Eu já! E quando vejo as sondagens de opinião errarem por 10 pontos percentuais - às vezes, até mais - não me surpreendo nada. Digo até, como naquela anedota em que o pastor vai dar uma volta de avioneta..., "já esperava!"
Outro aspecto interessante é notar que aqueles profissionais que antes fizeram as sondagens que deram... buraco, no dia das eleições, salvo raras excepções, apresentam às 19 horas previsões certeiras.
Será que antes não sabiam fazer contas e que depois, no dia do acto eleitoral, tomam um Red Bull e ficam "espertos do cabeço"?
Como é óbvio não vou aqui ensinar o padre nosso ao vigário e arvorar-me em especialista em cálculo estatístico e, particularmente, em sondagens. (Se bem que me estreei a Estatística na Universidade, ministrada pelo prof. Carlos Braumann, com um 19,8...) Vou apenas repetir uma frase que o meu professor pronunciou nos idos anos 80 do séc. XX (mais coisa menos coisa): se a amostra não for representativa de pouco vale a técnica estatística e, ainda menos, a exactidão dos cálculos... digo eu agora, talvez até seja vantajoso não perceber nada de matemática e estatística e errar as contas... aí, com sorte, até pode acertar no resultado final.
Pronto, concluí: (1) as sondagens falham porque as amostras de que se socorrem não são representativas do universo estudado; (2) as sondagens do dia das eleições, feitas à boca da urna, acertam porque têm por base uma amostra representativa.
Vejam agora isto... (e é só um exemplo):

Então numa altura em que tantos já prescindiram dos telefones da rede fixa, em que a maioria das pessoas activas andam a trabalhar (mas trazem o telemóvel no bolso), vão telefonar para aqueles que estão em casa a ver o programa do Goucha?
Haja tino!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

EQUIPGEST - 25 ANOS

EQUIPGEST - 25 ANOS

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Joana Amaral Dias em pose de Estado

Não me considero um bota-de-elástico, no entanto devo reconhecer que revelo alguma dificuldade em compreender a razão que justifica que um figura pública do meio político sinta necessidade de se expor desta forma.
Já vi fotos similares de outras figuras públicas, nomeadamente de actrizes - estou-me a lembrar, por exemplo, da Demi Moore - em que considerei tais "ousadias" perfeitamente justificadas como acções de marketing.
Em contraponto, achei ridícula a figura que o José Cid fez aqui há uns anos atrás quando seguiu por esta via para dar nas vistas. Afinal, ele estava a vender a sua música ou o seu perfect body?
No caso da Joana Amaral Dias estará ela a fazer marketing a favor da emancipação feminina? Será esta a melhor forma de o fazer?
Enfim, não consigo encontrar qualquer justificação sensata.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Toma e Embrulha: Guy Verhofstadt plenary speech on Greece with Alexis Tsipras 8-7-2015


domingo, 15 de fevereiro de 2015

A análise de Vítor Bento


Confesso que fiquei um pouco surpreendido com esta análise do meu conterrâneo Vítor Bento... De facto, durante algum tempo pensei que ele estava do lado daqueles que subscreviam a cura radical através do reequilíbrio das contas públicas e dos défices externos.

Constato que, afinal, Vítor Bento apresenta agora uma visão substancialmente diferente, demarca-se da “cura radical” e, como se isso não bastasse, apresenta uma solução de inspiração Keynesiana modificada (ou melhorada, se quiserem).

(É sabido e consensualmente aceite que o Keynesianismo puro foi ultrapassado por dois fenómenos que Keynes não conseguiu prever: (1) a inflação pelos custos, que veio à tona com a crise energética gerada pelo choque petrolífero de 1973; e (2) pela crescente interdependência dos países à escala planetária, cuja abertura progressiva das respectivas economias ao comércio internacional levou àquilo que comummente se designa por Globalização e que se acentuou de forma marcante (e, provavelmente, irreversível) a partir dos anos 80 do século passado. Acredito piamente que se Lorde Keynes fosse vivo e estivesse na plenitude das suas faculdades mentais já teria revisto a sua teoria base e, quem sabe, talvez tivesse encontrado uma nova solução similar àquela que Paul Samuelson popularizou no século XX.)

Enfim, Economia é aquela disciplina em que todos parecem saber mais que os economistas. Não sei se foi Vítor Bento quem descobriu a solução miraculosa que vai pôr as economias novamente na rota do crescimento. Não sei sequer se ele mudou de opinião ou se antes não disse tudo quanto parece (agora) saber. Só sei que me surpreendeu… pela positiva, sublinhe-se, já que mudar de opinião, se é que isso aconteceu, não tem em si nada de errado.

Como dizia Lorde Keynes: “Se tenho a acesso a nova informação, é natural que a minha opinião mude. O que faria o Senhor no meu lugar?” (em resposta a quem insinuava a sua inconsistência).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Olhem só que publicidade tão deliciosa

O 007 salvava o mundo... o 707 só o destrói...



707

domingo, 25 de janeiro de 2015

Saindo do Brasil #9: Não Venha Para Portugal!


Um interessante retrato sociológico. As opiniões são do autor. Não é para concordar nem para discordar: é apenas para levar em conta duas coisas:
  1. Há quem, de fora, tenha uma opinião muito positiva sobre Portugal;
  2. Há quem, cá, vindo de fora, queira contrariar o estereotipo que se foi associando aos brasileiros.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Conversa da Treta

Isto é aquilo a que eu chamo "conversa da treta". A série humorística com a mesma designação tinha a virtude de nos fazer rir. Este argumentário — eu diria antes: este malabarismo com as palavras — pelo contrário, deixa-me triste e preocupado.

Num momento em que estamos prestes a inverter aquela ideia feita - e, infelizmente, até aqui verdadeira - de que aos grandes, aos detentores do poder, ninguém toca, eis que a meia dúzia de parolos saem à rua em defesa do ex-primeiro-ministro. Quer isto dizer que estou a presumir a culpabilidade de Sócrates? Não, quer tão-somente dizer que não descarto para já a hipótese de ele ser efectivamente culpado. E não terá direito à presunção de inocência? Claro que sim, assim como devem ser presumidos inocentes aqueles que tentam alterar o paradigma até aqui vigente de que a justiça não é igual para todos. Porque razão hei-de presumir que o Ministério Público e o Juiz de Instrução hão-de estar ao serviço de interesses obscuros, nomeadamente políticos? Porque hei-de acreditar que maquinaram uma prisão "em directo" deixando fugir informações que poderiam comprometer uma acção para a qual foi necessária muita coragem para empreender? Será que as fugas de informação terão vindo mesmo daqueles a quem esta Esquerda Unida tenta imputar responsabilidades sem qualquer prova?
Mas, afinal, quem é que esta gente quer proteger? Em coerência com a matiz ideológica que, alegadamente, subscrevem, penso que deveriam estar do lado dos descamisados e não, como tenho visto, dos poderosos.
Portanto, deixem lá prosseguir o processo Sócrates. Se se provar que o homem é inocente, libertem-no sem mácula e com remissão da sua imagem (se necessário for pela via pecuniária). Se se provar que as instâncias judiciais são culpadas pela forma, alegadamente, pouco cuidada com que conduziram o processo, então que tais instâncias sejam também elas responsabilizadas. Agora tentarem por todas as vias chafurdar o processo isso já não aceito.
Eu, no caso Sócrates, estou como aquele a quem colocaram como desafio lavar os dentes a um crocodilo do Nilo... garantiram-lhe que o animal era inofensivo, que não fazia mal nenhum, ao que ele terá respondido que não arriscava, sem com isso estar a querer pôr em causa a idoneidade do bicho.
Em outro artigo escrevi o seguinte (e com isto clarifico a minha posição):
"
Vamos ser razoáveis, se você disser que se deixar cair um ovo de galinha ele se parte ao embater no solo, talvez não precise de o demonstrar para que as pessoas acreditem em si. O que não faltarão são pessoas que podem testemunhar que presenciaram situações similares. Anormal seria o ovo não se partir. Agora diga-me uma coisa: já alguma vez comprou uma casa a uma empresa sedeada num espaço off shore (aqueles paraísos fiscais onde repousa dinheiro de que não se sabe quem é o dono)? Não? Olha que estranho! Nem conhece ninguém (na família ou entre amigos) que tenha comprado? Não? Então se calhar isto não é normal, logo, não é coisa evidente. Bom, mas deve estar farto de saber que habitualmente as pessoas vendem as casas por um valor menor que aquele que despenderam por elas, em especial quando o vendedor é uma empresa que visa o lucro? Também não? Bom, isto está difícil. Se calhar estamos perante uma situação que não só não é evidente como também apresenta indícios contraditórios com a ideia intuitiva que temos de empresa. Ora aqui está uma daquelas situações em que se queremos que as pessoas acreditem na nossa boa-fé e na nossa integridade moral, então vamos ter de nos disponibilizar, humildemente, para explicar tudo tintim-por-tintim
."
 
 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Se há pessoas que merecem, esta é uma delas...

Quem escreveu sobre a nossa indústria de calçado, quem disse - num momento em que tal ainda não era reconhecido - que ela tinha condições para ocupar a posição de relevo no panorama mundial
que hoje é já uma realidade, MERECE, seguramente, a nomeação que sobre ele recaiu de Gestor do PO da Competitividade e Internacionalização. PARABÉNS Rui Vinhas da Silva e votos de muito sucesso no desempenho do cargo (para bem de todos nós)!
Bem haja!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Lá por ser dito com humor não quer dizer que não tenha razão...

Refiro-me a este artigo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Fadiga fiscal

Não são necessários grandes comentários, as imagens falam por si...



sábado, 8 de novembro de 2014

EQUIPGEST: Incentivos - Regras comuns dos FEEI

EQUIPGEST: Incentivos - Regras comuns dos FEEI: Incentivos - Regras comuns dos FEEI

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Microinvest e Invest

Microinvest e Invest

terça-feira, 23 de setembro de 2014

António J. B. Ramalho - Um dia de aulas... de um professor que pretendia rescindir

António J. B. Ramalho - Um dia de aulas... de um professor que pretendia rescindir

ad valorem - Participação Cívica - Ciência na Rua - Uma iniciativa meritória

ad valorem - Participação Cívica - Ciência na Rua - Uma iniciativa meritória

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A mocidade dos cotas XVII - Constelação de memórias - My sweet lord e outras


Na guitarra acústica Eric Clapton,
Na guitarra elétrica o filho de George Harrison,
No piano Paul McCartney,
Na primeira bateria Ringo Star,
Na segunda bateria Phill Collins,
Na segunda guitarra elétrica Tom Petty,...
No órgão e interpretando a primeira voz o incrível Billy Preston.
Entre as vocalistas do coro esta Linda Eastman, esposa de Paul McCartney.
Também estavam presentes nesse concerto:
Bob Dylan, Ravi Shankar,Jethro Tull e um número enorme de amigos e colegas dos Beatles, assim como todo grupo 'The Cream' de Eric Clapton.
Texto: Nonato Jácome no Facebook.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ad valorem - Participação Cívica - Há coisas com que não concordo

ad valorem - Participação Cívica - Há coisas com que não concordo

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Imagine

Há tempo que também sonho com isto... talvez não literalmente, mas no ESSENCIAL da Mensagem!



terça-feira, 29 de julho de 2014

ad valorem - Participação Cívica - Bonito

ad valorem - Participação Cívica - Bonito

sábado, 5 de julho de 2014

A melhor jogada de David Luiz

James Rodriguez trouxe magia a este Mundial de Futebol. Para mim, o herói que ontem se despediu da Copa com lágrimas nos olhos foi até ao momento o jogador com nota técnica mais alta. Ao seu lado nesta entrevista está, por seu turno, aquele que oficialmente é, por enquanto, considerado o melhor jogador: David Luiz. Enfim, nisto como noutras coisas trata-se de matéria de opiniões. Reconheço, todavia, que David Luiz é, para já, o campeão do fair play. O pedido de aplausos para James Rodríguez, a troca de camisolas, esta entrevista... foram "jogadas" bem mais vistosas que o golaço que marcou.

sábado, 28 de junho de 2014

Eis senão quando surgiu um jovem chamado Bob Dylan




sexta-feira, 6 de junho de 2014

Viv'ó Constitucional... ou talvez não...

Em abono da verdade ainda não fiz quaisquer contas. Todavia, a informação veiculada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas é, habitualmente, fidedigna. Por conseguinte, para que ao entusiasmo não suceda imediatamente a desilusão, recomendo o visionamento da peça infra. A confirmarem-se estas notícias (o que, por ora, não faço) rapidamente concluiremos que, afinal, os guardiões do templo constitucional não mais fizeram que pôr a "montanha parir um rato". Se os homens do Tribunal Constitucional andaram a estudar Economia - que, como se sabe, é aquela ciência de que todos percebem mais que os economistas - fica a dúvida se não deviam também ter estudado de forma afincada Fiscalidade...
 

  
 Enfim, o melhor mesmo é ficar à espera dos desenvolvimentos...
 
 

terça-feira, 3 de junho de 2014

I Feira Medieval de Estremoz

Nem todos saberão mas a I Feira Medieval de Estremoz foi realizada com apoios oficiais deveras reduzidos, numa base de voluntariado e de carolice. Ainda assim foi um sucesso. Foi um sucesso também porque ao invés de ser abrilhantada por profissionais que repetem - a troco de dinheiro - os seus números pelas várias feiras medievais já existentes, esta contou com uma elevada participação popular, custeando cada um as suas próprias vestes medievas. Houve igualmente artistas convidados, porém estes deslocaram-se a Estremoz a troco de alimentação e alojamento, não cobrando quaisquer honorários, havendo ainda a agradecer a algumas entidades públicas a disponibilização de alguns dos seus recursos humanos, materiais e activos biológicos (cavalos), bem como às empresas locais que disponibilizaram géneros e serviços para levar por diante esta empresa.
Ao Município e - especialmente - aos seus trabalhadores, há a agradecer fundamentalmente o apoio logístico e o entusiasmo dos funcionários municipais na montagem do "cenário" do evento.
A palavra final tem de ir obrigatoriamente para nossos alunos do curso profissional de Técnico de Turismo Ambiental e Rural - da Escola Secundária da Rainha Santa Isabel de Estremoz - e, muito particularmente, para os 3 professores que lideraram, arriscaram e puseram a cabeça no cepo enquanto outros esperaram para ver...


segunda-feira, 21 de abril de 2014

De Subtenente para Major

Logo eu que até me dei excelentemente com os 5 Almirantes com quem trabalhei na Marinha... Confuso? Não fique

domingo, 6 de abril de 2014

A questão da sustentabilidade da dívida ou... a ausência dela.

Vítor Bento é — ao que consta — um estremocense que nenhum dos seus conterrâneos que eu conheça conhece. Menos paradoxal que esta ligação à terra que (alegadamente) o viu nascer, está a fluidez de um discurso sem rodriguinhos ou floreados. Aqui há uns tempos, quando defendia que apenas através do equilíbrio das contas públicas seria possível um crescimento futuro sustentável, era apelidado de profeta da desgraça, de pessimista incorrigível. Hoje, depois do grupo dos 74 notáveis ter dito que a nossa dívida é insustentável, já é apelidado de optimista inconsequente.
Oiçamos a sua opinião.



sábado, 29 de março de 2014

Ora aí está uma campanha interessante

Ora aí está uma campanha interessante...
Já agora, venham para Portugal e descubram o Turismo Alentejano.


quarta-feira, 26 de março de 2014

Língua Portuguesa - Riqueza Nacional


terça-feira, 18 de março de 2014

Perspectivas II

Em Novembro de 2006 — parece mentira, mas já lá vão 7 anos e picos — publiquei um artigo que denominei Perspectivas. Hoje ao ver uns gráficos achei que aquele título merecia repetição. Passo a explicar: vi estes 4 gráficos, os quais — todos eles — representam o custo do dinheiro...
A percepção é diferente quando se observa cada um dos gráficos, sendo que dois destes gráficos representam uma conjuntura desfavorável enquanto que os dois restantes, pelo contrário, sinalizam ventos favoráveis.
Pois bem, apesar das reacções poderem ser diferentes em cada uma das situações, importa agora clarificar que todos os gráficos apresentados representam exactamente a mesma realidade: a evolução da Euribor a 3 meses; o 1.º gráfico reporta-se à Euribor3 durante o último mês; o 2.º durante o último ano; o 3.º durante os últimos 5 anos; e, finalmente, o 4.º gráfico reporta-se à evolução da Euribor3 nos últimos 10 anos.



 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Cumplicidades

Às vezes as pessoas excedem-se.
Fico com a sensação que os dois principais intervenientes neste vídeo se devem conhecer muito bem. Eu diria - especulando, é claro - que o primeiro trata por tu o segundo e que, provavelmente, o inverso também será verosímil. Porém, uma coisa é tratar por tu; outra é abusar da confiança... pela reacção dos demais agentes da PSP pareceu-me que foi assim que eles entenderam o incidente.
 



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Meryl Streep Makes Everything Sound More Interesting

Ser actriz não é para todas... tal como ser actor também não é para todos...
 
 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Afinal o que é moralmente abjecto?

Apenas hoje tive acesso a um artigo de opinião de João Cravinho.
(Se quiser aproveite agora para o ler e depois, se não estiver demasiado cansado, volte aqui para, no mínimo, observar outra perspectiva).
A imagem foi obtida no local para onde aponta a respectiva hiperligação
Aparentemente, o artigo de João Cravinho parece estar bem escrito e apelar aos mais nobres valores. O problema é que João Cravinho não demonstra a maior parte das suas afirmações, limitando-se a um lamber doce e a um falar mansinho que instiga à revolta dos menos esclarecidos.
Começando pelo princípio: o nosso modelo de Segurança Social foi criado numa época em que a estrutura demográfica da população portuguesa se caracterizava por os jovens activos serem em número largamente superior ao dos inactivos aposentados. Hoje, porém, a realidade é bem diferente: os inactivos aposentados são cada vez mais e, pior que isso, o número de activos que se encontra cada vez mais perto da reforma são igualmente em maior número que aqueles que estão agora a ingressar no mundo do trabalho. Os gráficos seguintes esclarecem - cabalmente, penso eu - a situação que estou a descrever.
A imagem foi obtida na respectiva hiperligação
A nossa pirâmide etária está cada vez mais a parecer-se um pião. De piramidal já não tem nada.
Por outras palavras, o modelo de segurança social existente ainda assume que a estrutura da nossa população é similar à imagem situada no canto superior esquerdo, quando na verdade está bem mais próxima da imagem situada no canto inferior direito. Daqui a passar a, literalmente, cone invertido é apenas uma questão de tempo... de uma geração, não mais.
Como é evidente, graças à alteração da estrutura da população e, bem assim, ao prolongamento da longevidade, a nossa segurança social está falida.
A maior parte dos países do norte da Europa já reagiram a esta nova realidade que também os atingiu. Portugal, infelizmente, apenas agora está a começar a reagir e, ainda assim, sem encarar frontalmente o problema. Em termos práticos, se os mais novos continuarem a financiar este modelo estão... tramados: não irá haver ninguém que financie as suas próprias reformas esperando-os um longo calvário na velhice.
Deixemo-nos de hipocrisias, só há duas formas de resolver o problema: (1) pôr cada cidadão a descontar fundamentalmente para si próprio (o que não invalida que uma parte das suas contribuições sejam canalizadas para a solidariedade social); e (2) fazer uso do IVA social para corrigir o enorme deficit que nos avassala (a nós, activos contribuintes) de forma dramática.
Antes de prosseguirmos nesta tese vejamos o quanto algumas pessoas estão erradas sem fazerem ideia disso. Primeiro, assumindo alguns pressupostos simplificadores, vamos estimar quantos anos seriam precisos para que cada cidadão financiasse a sua própria reforma. Atente-se então no quadro seguinte (clique para ver melhor):
Clique para maximizar (Imagem e cálculos do autor)

Imagine um jovem que ingressa agora no mercado de trabalho, digamos, 22 anos. Vai ganhar, digamos 600 euros de retribuição média mensal, o que equivale a uma remuneração de base de 514,29 euros. Vamos supor que este jovem trabalha ininterruptamente, sem registar qualquer situação de desemprego ou de baixa médica... ao fim de quanto tempo pensa o leitor que ele teria amealhado (através da Segurança Social) o suficiente para se reformar com pensão equivalente ao último vencimento?
Admito que alguns fiquem chocados ao constatar que ele apenas conseguirá tal desiderato ao fim 46 anos e 7 meses de contribuições, altura em que auferirá 89% da sua remuneração (que será o mesmo que auferiria estando a trabalhar porque desconta todos os meses 11% do seu vencimento).
Vai dizer-me que as contas estão erradas? Não! Não só não estão erradas como estão ao alcance da compreensão de qualquer 4.ª classe bem tirada. Pronto, agora vão dizer-me que estão simples demais e que falta aqui qualquer coisa... Não compliquem: assumam que a inflação é zero ou que a SS consegue garantir o valor das vossas prestações. Juntem tudo e dividam pelo número de meses da vossa esperança de vida.
Admito que este resultado possa ser chocante para alguns, em especial para aqueles que se reformaram com menos de 46 anos de serviço e continuam a achar que têm direitos e estão a ser vítimas, sabendo ainda que estiveram doentes e que estiveram algum tempo no desemprego. Vítimas são, efectivamente, aqueles que descontaram por mais que aquele tempo. Esses, sim, são vítimas e têm toda a razão do mundo para protestar pelos cortes que têm sido feitos de forma cega, atingindo o justo e o pecador.
Mas pronto, vou dar-vos razão: este modelo está simplificado e tem, sobretudo, propósito pedagógicos. Não representa, portanto, toda a realidade... o problema é que cada vez que aprofundamos o modelo os resultados são ainda mais adversos.
Imagine agora que aquele jovem que iniciou a sua actividade profissional neste mês de Janeiro de 2014 vai conseguir, naturalmente, aumentos de ordenado ao longo do seu percurso profissional e que, quando chega aos, digamos, 59 anos já tem uma retribuição média mensal de 6500 euros. Admita também que a SS consegue uma capitalização média dos fundos colocados sob sua gestão de, talvez, 1,25% em termos reais (ou seja, para além da inflação). Quando será agora que o ora jovem quando for sénior poderá reclamar a reforma por inteiro?
Clique para maximizar (Imagens e cálculos do autor)
Pois é: ao fim de 48 anos e quase um trimestre. Afinal, mesmo com capitalização de fundos ainda vai ser preciso mais tempo só para compensar o facto de as remunerações irem aumentando ao longo do percurso profissional dos activos.
Continua simplificado? Continua! Sabe-se que a aderência à realidade de um activo nunca estar doente e ou desempregado é diminuta. Por outro lado, sabe-se também que a própria Segurança Social tem encargos com instalações, com pessoal e que também tem despesas de funcionamento. Enfim, cada vez que se procura refinar o modelo acabam ainda mais hostis os resultados.
Eu também sou funcionário público (por pouco mais tempo, espero) mas sei que as reformas aos 36 anos de serviço de que a maioria dos meus colegas mais antigos beneficiaram e estão a beneficiar eram e são um achado, um grande privilégio. Era preciso que a capitalização real dos fundos atingisse uma cifra superior a 4,4% para possibilitar que alguém, ao fim de 36 anos de descontos, pudesse reclamar uma reforma por inteiro... Era preciso que o rendimento das aplicações de fundos fossem, por exemplo, de quase 10% ao ano quando a inflação estivesse a e 5 e poucos por cento. Possível? Possível era, verosímil já não.
Resumindo e baralhando: há alguma alternativa? Há! E, curiosamente, até Francisco Louçã e Cavaco Silva estão de acordo nesta matéria (surpreendido?): os impostos vão ter que auxiliar o equilíbrio da segurança social. A forma menos socialmente gravosa seria o regresso da taxa agravada de IVA e fazer dela a principal fonte de financiamento do deficit da Segurança Social. Popós topo de gama, iates, almoços a 150 euros por refeição contribuiriam da melhor maneira para uma finalidade social.
Quanto a João Cravinho apenas solicito que se deixe de conversas da treta, tipo solidariedade intergeracional e outras patacoadas do género que apenas beneficiam aqueles que já estão servidos deixando na penúria todos quantos vierem a seguir. Há razões para atacar Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque? Claro que sim também, mas fundamentalmente por atingir o justo quando apenas devia atingir o pecador. Podem também ser censurados por não resolverem o problema de vez, criando uma solução justa para o futuro.
Em resumo, o artigo de João Cravinho atinge o autor na exacta medida daquilo que imputa a Passos Coelho. Afinal, o que é moralmente abjecto?
 
 
Nota: O presente artigo foi também publicado em http://advalorem.antonioramalho.net
 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Memory of the Camps

Bom seria não lembrar, mas na verdade acho que ainda pior é esquecer...



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A Resolução da discórdia...

Esta é a Resolução que semeia a discórdia.
Independentemente da discussão sobre a oportunidade do debate, fico curioso em saber como responderiam (ou responderão) as pessoas... Eu, pela minha parte, responderia Sim e Não à primeira e segunda perguntas respectivamente. Sim, porque pai é pai e este tem direito a ter um relacionamento não cerceado. Não, porque continuo a entender que as crianças merecem ter pai e mãe, sendo o pai macho e a mãe fêmea. Esta situação é diferente da co-adopção, porque aí pelo menos um dos membros do "casal" (de indivíduos do mesmo sexo) é progenitor e, por outro lado, porque tal criança continuará a ter pai ou mãe fora do casal tal como, de resto, já acontece nos divórcios.
E você, como votaria?

domingo, 12 de janeiro de 2014

Tira a mão da minha chucha

Por achar que este país apresenta sinais graves de deficit cultural, decidir publicar um vídeo enternecedor, enriquecedor e de cariz manifestamente pedagógico...

domingo, 3 de novembro de 2013

Valores...



Subtil ironia ou retrato cru da realidade?

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A forma como as mulheres se vêem a si próprias...

Confesso que sempre pensei que era na adolescência que as jovens se revelavam mais cruéis para si próprias... isto no sentido de descobrirem defeitos no seu próprio corpo que mais ninguém vê.
Depois de ver este vídeo - o qual, não obstante incorpore uma mensagem de marketing, parece apresentar algum rigor - fiquei a saber que tal característica feminina, afinal, se prolonga por muito mais tempo... tanto que eu nem imaginava.
 
 
 

domingo, 6 de outubro de 2013

Para todos quantos passam a vida a lamentar-se...

... e eu não me vou excluir desse grupo...

sábado, 21 de setembro de 2013

Uma imagem crua do país que temos

 
 
 
 


Receba os nossos artigos por e-mail

Related Posts with Thumbnails

Número total de visualizações de página

CQ Counter, eXTReMe Tracking and SiteMeter

eXTReMe Tracker
Site Meter