quarta-feira, 25 de agosto de 2010

António Telmo vai ser homenageado na Biblioteca Nacional - Babel

António Telmo vai ser homenageado na Biblioteca Nacional - Babel

Ordem de Trabalhos CME 25Ago2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Valor chumbado


Convido-o, caro leitor, a realizar um exercício comigo. Quando é que um copo de água lhe sabe melhor? Quando tem sede ou quando está saciado? E, já agora, onde é que a água tem mais valor? Onde há abundância ou onde há escassez?
Encetemos uma ligeira variante no exercício anterior. Imagine agora uma videira à qual nunca faltou água e uma outra cujas raízes tiveram que mergulhar na profundidade do subsolo para encontrar a humidade que lhe garantiu a sobrevivência. Qual destas está melhor preparada para resistir a situações de seca extrema?
Terceiro e derradeiro exercício: que coração está melhor preparado para realizar um esforço intenso? O de alguém que pratica exercício físico com regularidade ou o de uma pessoa sedentária que tudo obtém sem esforço físico?
Ora se todos estamos de acordo nas respostas que demos às perguntas anteriores, porque cargas d'água pode alguém vir dizer-nos que o fim dos chumbos nas escolas é algo desejável? Vamos imaginar uma escola que se limita a ensinar os seus alunos e que faz da avaliação um exercício meramente indicativo que não produz qualquer consequência em termos de progressão na aprendizagem. A primeira implicação deste modelo é a de que o acesso ao ensino superior teria de estar garantido para todos – o que até nem seria mau no pressuposto de que as aprendizagens continuariam a ser alcançadas pela maioria dos alunos. Mas é aí que radica o problema. A aprendizagem implica pelo menos duas coisas: (1) motivação para aprender, a qual está associada à recompensa do esforço; e (2) o próprio esforço, já que aprender não é necessariamente fácil e implica a realização de alguns sacrifícios, de algumas renúncias a situações mais prazenteiras. Serão estes dois requisitos atingíveis num cenário de ensino sem chumbos? Penso que não.
Aliás, as respostas às perguntas inocentes que formulei no início do presente artigo põem em evidência a essência daquilo a que se convencionou chamar valor, o qual está associado a dois aspectos nucleares: (1) à utilidade percepcionada dos bens que satisfazem necessidades humanas; e (2) uma vez mais ao esforço desenvolvido na sua obtenção, o que é o mesmo que dizer, ao custo associado aos bens que satisfazem tais necessidades.
Mas enfim, há pessoas que parece que ainda não entenderam isto, nomeadamente a Senhora Ministra da Educação. Fazem-me lembrar aqueles que sujeitos a trabalhos pouco apelativos e mal remunerados se queixam que antigos colegas têm "grandes vidas" porque, nas suas ópticas, trabalham menos e ganham mais. Para eles, os outros tiveram sorte e eles azar, raramente se lembrando que os sortudos se esforçaram na escola enquanto eles estavam a jogar matrecos no Ti Luís. Não reparam que só sabem fazer aquilo que muitos outros fazem tão bem ou melhor.
Ao valor chumbado respondo: ad valorem!

Notas:

  1. Publicado na edição de 4Ago2010 do jornal Brados do Alentejo;

  2. Também publicado em EstremozNet;

  3. As imagens foram colhidas nos sítios para os quais apontam as respectivas hiperligações.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Euribor Jul2010

Os indexantes para os contratos de financiamento cuja renovação ocorra durante o mês de Agosto são os seguintes:

• Euribor a 3 meses: 0,852% (Mais 0,123 pp que no mês passado e mais 0,207 pp que no trimestre anterior);
• Euribor a 6 meses: 1,107% (Mais 0,094 pp que no mês anterior e mais 0,130 pp que no semestre anterior).

Para saber qual a taxa de juro a aplicar basta adicionar o spread.
Os efeitos deste aumento da taxa de juro só irão evidenciar-se a partir do mês de Setembro.

A Euribor voltou a subir e, desta feita, de forma marcadamente mais acentuada. A alteração dos indexantes vai gerar os seguintes impactos:
  • Mais € 9,37 na prestação mensal por cada 100 mil euros de dívida, para os contratos indexados à Euribor 3;
  • Mais € 6,02 na prestação mensal por cada 100 mil euros de dívida, para os contratos indexados à Euribor 6.

Como se fosse normal...

Para ler clique na hiperligação...

Como se fosse normal...




















Nota: a imagem foi obtida no sítio para o qual aponta a respectiva hiperligação.

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