quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Entrevista Arq.to Bouça

As afirmações do Sr. António Bouça vão de encontro à ideia intuitiva que a generalidade dos estremocenses tem do Sr. Presidente da Câmara. Vou mesmo mais longe e digo mais: não tenho grandes dúvidas que o sucesso eleitoral do MiETZ ficou a dever-se, em grande parte, à imagem projectada pelo seu candidato de ser uma pessoa que… DESENRASCA! De facto, não obstante em Estremoz haja um grupo considerável de cidadãos que tem consciência que o "municipal porreirismo" prejudica, seriamente, todos quantos dele não beneficiam, a verdade é que também não faltam pessoas que vêem em Luís Mourinha o "aliado", o "amigo", que no Município irá zelar pelos seus interesses, se necessário for em detrimento de um abstracto interesse colectivo ininteligível para alguns, nomeadamente na cultura do "pato bravo".


Todavia, uma coisa são "ideias intuitivas" outra coisa, bem diferente, são factos provados e comprovados. Se bem que as primeiras podem contribuir para a formação de uma opinião são os segundos que verdadeiramente contam. Neste sentido, o PSD irá diligenciar junto de instâncias exteriores ao Município a investigação das alegações constantes na entrevista em referência. Entendemos que tanto Luís Mourinha como António Bouça têm direito à defesa do seu bom nome e que não podem ser condenados com base em meras alegações, um porque alegadamente fez, o outro porque alegadamente acusou injustificadamente.

Por outro lado, as ideias intuitivas podem ter – e geralmente têm – um reverso e também António Bouça não se livra da imagem de alguém insensível aos interesses dos cidadãos e dos investidores, das suas angústias ou dos seus problemas. É preciso ter noção que a lei e os regulamentos não visam atacar ninguém mas tão-somente defender os interesses de todos. Logo, não podem ser encarados de forma dogmática e muito menos serem usados como álibi para justificar verdadeiras crueldades de quem perdeu a noção que o Município deve servir, fundamentalmente e antes de mais, os munícipes. Faltando a cultura de serviço público, é muito perigoso manter técnicos com tal perfil no exercício de cargos dirigentes do Município.

Como costuma dizer-se: no meio é que está a virtude.



Publicado na edição de 31Dez2009, na secção "Mesa Redonda", do Jornal Ecos.

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