domingo, 5 de julho de 2009

Carta ao Director

A propósito de duas anteriores entradas relacionadas com este tema, reproduzo aqui a carta dirigi ao Director de um jornal local.

Exmo. Senhor Director do Jornal Ecos


Na entrevista publicada nas páginas centrais da última edição do jornal que V. Exa. dirige fui visado, de uma forma torpe e ignóbil, pelo entrevistado.


Em circunstâncias normais, seria de esperar – de acordo com os cânones de um jornalismo sério e imparcial – que à vítima de ataque fosse solicitada uma reacção em relação às acusações que lhe foram dirigidas. Tal não aconteceu, apesar de V. Exa. saber que eu considerei aquela entrevista um ataque especificamente focado em atingir o meu bom nome, no momento em que o questionei sobre as razões da mesma não estar assinada e, nesse contexto, sobre quem tinha sido então o "profissional" que tinha dirigido aquele "trabalho".


Tendo V. Exa., primeiro, ficado de averiguar tal autoria e, depois, me comunicado que tal "autoria" era da responsabilidade "da redacção", ficou evidente que – não tendo sido nenhum dos habituais colaboradores nem o director a fazê-la –a entrevista tinha propósitos bem definidos e de que o jornal que dirige deu cobertura a tais propósitos.


Quanto às afirmações do entrevistado em relação à minha pessoa apenas tenho a comunicar que elas serão objecto de tratamento no foro judicial. Aqui, e publicamente, é assunto encerrado.


Nos termos da lei, solicito que esta minha nota seja publicada no mesmo local e com o mesmo destaque da peça jornalística que lhe deu origem. Do mesmo modo, espero igualmente que V. Exa. não viole o n.º 6 do art.º 26.º da Lei de Imprensa.


Curiosamente, ou talvez sem rigorosamente nada de curioso, o Sr. Director acabou por me responder por meias palavras sob a epígrafe "Físico-Química". Falou de reacções alcalinas ou básicas (Química), escusando-se a falar de Física (a menos que estivesse a considerar a queda abrupta do seu prestígio pessoal e dos "profissionais" anónimos que o acompanham).


Disse o senhor que "mais importante do que saber quem faz as perguntas numa entrevista, é saber interpretar as respostas…", acrescentando que a função do jornal é "tentar apurar a verdade dos factos" e que aos "jornalistas e às redacções compete-lhes apenas perguntar…"


O Sr. Director esqueceu-se que para apurar a verdade devia, no mínimo, ouvir ambas as partes, para permitir ao público leitor "interpretar as respostas". Mas não, só interessava acusar uma das partes… com intenções e autores óbvios. Ficou tudo esclarecido.


O que me indigna no meio disto tudo é o meu advogado dizer-me que não tenho "matéria" para processar quem ficou à porta da quinta a segurar o saco; que só posso acusar a pessoa que leu o guião. Nestas como noutras coisas, "quem se lixa é o mexilhão"…

1 Comentários:

NFG disse...

pois, depois disto não há muito a dizer. Estes factos são uma desagradável surpresa. Agora que a posição político-partidária foi assumida de caras, resta-me perguntar: Estes critérios são iguais aos do jornal nacional da tvi? Talvez, talvez...

Mas depois de falar em mexilhão, aqui fica uma sugestão de reportagem para esse jornal: falar do dreissena polymorpha. A pesquisar :)

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