O título desta mensagem podia ser diferente… sim, podia, mas estou convicto que assim vou chegar a um maior número de leitores. Assumido o oportunismo da “ordinarice”, vamos ao que interessa.
Há 4 anos, em janeiro de 2021, produzi outra mensagem na qual descrevi o meu insucesso na votação em candidatos vencedores de eleições presidenciais. Por isso, questionei-me “Será que é desta?”. Foi! Finalmente, votei naquele que veio a ser o Presidente eleito, não porque achasse tal personagem o melhor, mas, apenas e só, porque perante as alternativas o achei “o menos mau… ou, talvez, o menos nocivo”.
Enfim, tomei-lhe o gosto e agora, que já conto no currículo com 1 acerto nas 10 eleições presidenciais anteriores, gostava de voltar a acertar.
Quando começaram a perfilar-se os potenciais candidatos, a minha primeira preferência foi para Seguro, o qual, aliás – segundo o votómetro do Obervador – continua a ser aquele cujas ideias são mais coincidentes com as minhas. Admitia, numa segunda volta, votar em Gouveia e Melo, mais pelo seu pragmatismo e orientação para os resultados, que propriamente pelo seu ideário político, o qual, de resto, nem sequer conhecia bem.
Por outro lado, também já tinha na minha mente duas rejeições absolutas: André Ventura e Marques Mendes (não necessariamente por esta ordem). Naquele momento, estes eram também – segundo as sondagens – candidatos com taxas de rejeição acima dos 50%, pelo que, para mim, nenhum deles tinha qualquer hipótese de eleição numa mais que provável 2.ª volta das presidenciais.
(Nota: parece que estou a desprezar a relevância dos 6 restantes candidatos com menor score de potencial eleitoral… bom, se calhar até estou, mas não por essa razão. De facto, em 2016 votei, consciente e deliberadamente, em Henrique Neto, o qual obteve uns expressivos 0,8% dos votos e continuo a achar que, à época, foi a escolha mais acertada.)
Com o desenrolar da pré-campanha estive, até há bem pouco tempo, quase a entrar em pânico: os dois candidatos melhor posicionados nas sondagens eram, precisamente, aqueles dois que eu rejeitava em absoluto. Seria como escolher entre a caca e a poia ou entre a bosta e a caganita. “Fosca-se, tirem-me daqui!” dizia eu.
Felizmente, chegou o dia do frente-a-frente entre Gouveia e Melo e Marques Mendes, no qual o primeiro atirou ao tapete o segundo e antevi, imediatamente, que MM já era. E assim, agora já em plena campanha eleitoral, parece continuar a ser.
Não sei se é por dívida de gratidão ou por mero instinto, Gouveia e Melo passou a ser a minha primeira escolha. De facto, há um ”je ne sais pas quoi” que me segreda ao ouvido que esta deverá ser a melhor opção.
Ontem, veio, finalmente, a “ordinarice” que (sem escrúpulos) escolhi para título desta mensagem. A resposta do almirante considerei-a adequada: “Use a palavra com cuidado. Ordinário é favorecer negócios no Estado”… "as perguntas sobre transparência não são ordinarices, são democracia".
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