sexta-feira, 2 de julho de 2010

O mais famoso excerto de "A queda" (Actualização)



Já quase toda a gente viu este excerto do filme "A queda". Porém, também quase todos o viram com legendas parodiadas, ou a falar de vuvuzelas, da Meo e da Zon, ou a falar da Ministra Milú Rodrigues, ou ainda de qualquer outra coisa. Seja qual for o motivo da chacota, tem sempre piada, ainda que tal piada esteja longe de ser original.

Começou por ser uma promoção de marketing do iPad 3G, à qual a Constantin Film AG reagiu banindo tal vídeo do Youtube (aliás o que tem continuado a fazer com todas as outras paródias que lhe sucederam).

Se a Constantin Film não banir também este vídeo, quem não conhece ficará agora com a possibilidade de saber aquilo que alegadamente estaria Hitler efectivamente a dizer nesta soberba interpretação de Bruno Ganz.

Nota: Como certamente já perceberam a Constantin Film já bloqueou o vídeo, logo o meu que era o mais inocente de todos e dos poucos que respeitava o original. Já não se pode ser bom...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Acta CM Estremoz n.º 13 de 16Jun2010

Acta CM Estremoz n.º 13 de 16Jun2010

Euribor Jun2010


Os indexantes para os contratos de financiamento cuja renovação ocorra durante o mês de Julho são os seguintes:

• Euribor a 3 meses: 0,729% (Mais 0,042 pp que no mês passado e mais 0,084 pp que no trimestre anterior);
• Euribor a 6 meses: 1,013% (Mais 0,031 pp que no mês anterior e mais 0,017 pp que no semestre anterior).

Para saber qual a taxa de juro a aplicar basta adicionar o spread.
Os efeitos deste aumento da taxa de juro só irão evidenciar-se a partir do mês de Agosto.

Conclusão: a Euribor voltou a subir.

No entanto, a alteração do indexante ainda não irá gerar efeitos muitos significativos na bolsa dos endividados. De facto, aqueles que têm os seus empréstimos à habitação indexados à Euribor3 verão, a partir de Agosto, as suas prestações agravadas em € 3,78 por cada 100 mil euros de empréstimo. Para os que têm a indexação feita à Euribor6, o agravamento na prestação mensal, por cada 100 mil euros de dívida, será de, apenas, € 0,78.

Estremoz - assim vão as contas...

Estremoz - assim vão as contas... (Para ler clique na hiperligação)

Em menos de 6 meses a dívida a fornecedores aumentou mais de 1 milhão de euros

Em menos de 6 meses a dívida a fornecedores aumentou mais de 1 milhão de euros Siga a hiperligação para saber mais.

Documentação da Reunião CM Estremoz de 30Jun2010 (Actualização)

Documentação da Reunião CM Estremoz de 30Jun2010

Alerto que o ficheiro anteriormente disponibilizado foi actualizado com mais documentação entretanto fornecida pelos serviços camarários.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Documentação da Reunião CM Estremoz de 30Jun2010

Documentação da Reunião CM Estremoz de 30Jun2010

Ordem de trabalhos da Reunião CME 30Jun2010


Ordem de trabalhos da Reunião CME 30Jun2010

Bem-vindos

Bem-vindos

sábado, 26 de junho de 2010

A propósito dos temas em debate na AM

A propósito dos temas em debate na AM

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O outro ad valorem...

Tenho também uma página pessoal dedicada, fundamentalmente, a temas políticos. O seu nome: ad valorem - Participação Cívica...
Entendi por bem excluir deste blogue todas as minhas intervenções que tenham por tema ou por objecto o Município de Estremoz. A razão porque o faço não é óbvia e por isso a explico: o ad valorem blogue começou por ser um mero repositório dos artigos que escrevo no quinzenário Brados do Alentejo. Ora, aqueles que lêem aquela coluna sabem que não a uso para fazer intervenção política de âmbito local, na medida em que exerço funções de tal índole na Câmara Municipal de Estremoz. Em boa verdade apenas o fiz em duas ocasiões distintas: (1) antes de sequer pensar em candidatar-me à autarquia; e (2) quando entendi fazer um comentário ao resultado das eleições de Novembro de 2009.
Como é evidente continuarei a falar aqui de política... todavia, se tais artigos forem de âmbito local terão, quando muito, uma chamada aqui e serão deslocados para o outro ad valorem.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Requiem por um sonho


Ainda criança disseram-me que a nossa missão na terra era conquistar um lugar no Céu. Sim, porque a vida pode acabar no corpo mas a Alma é imortal. Naquele tempo de inocência era para nós fácil acreditar nestas coisas. Afinal, só tínhamos que nos portar bem que S. Pedro nos abriria as portas do Céu… e valia a pena, já que as alternativas para uma alma pecadora eram as agruras do fogo do Inferno.
Lembro-me também com muita clareza da fase da minha vida em que comecei a pôr estas ideias em causa. Curiosamente coincidiu com uma fase do desenvolvimento da personalidade que a psicologia caracteriza como a "afirmação do Eu" (vá lá saber-se o porquê…). Enfim, pouco importa. O que importa aqui é que passaram muitos anos para voltar a acreditar na essência da Alma, até finalmente reconhecer que aquilo que somos em vida pode perdurar claramente para além da morte.
Como é evidente, não o descobri pela minha própria pessoa, mas sim por aqueles que, morrendo, me permitiram descobrir a existência de vida para além da morte. Às vezes é uma mera recordação, um contacto com um lugar, o reviver de uma situação, uma forma de tossir, de rir, de andar, um escrito reencontrado, uma foto ou, mais recentemente, um filme, às vezes é uma mesa ou uma cadeira, outras é a chuva, o vento, a neve ou o sol… Enfim, aqueles que nos marcaram em vida perduram na nossa memória e, enquanto houver memória, voltam a nós fazendo-nos reviver momentos de alegria ou de tristeza, provocando-nos sensações muito similares àquelas que sentimos enquanto partilhávamos um espaço e um tempo comum.
Na maior parte dos casos, aquela vida para além da morte prolonga-se por uma, duas, por vezes, três gerações, acabando por desvanecer-se de forma gradual se os vivos (no sentido literal do termo) não lhe prolongarem a existência através de um testemunho registado. Neste último caso, havendo registo escrito, áudio, vídeo, uma pintura ou uma gravura, a vida eterna pode até tornar-se possível, algo apenas atingível por alguns eleitos que conseguem fazer afirmar a sua presença muito para além da partilha do tempo e do lugar (em simultâneo) com os vivos.
Destes eleitos, um deles morreu esta semana conseguindo com a sua morte despertar as mesmas paixões e ódios que suscitou em vida. A este já está garantida a vida eterna.
Mas esta semana morreram também pessoas comuns. Morreram pessoas que não tiveram tempo de demonstrar toda a sua valia para além do círculo restrito daqueles com quem partilharam a sua breve existência, mas que nem por isso deixaram de ser notáveis para os que as amaram. Com elas morre também um sonho… daí este requiem. Cabe aos vivos conferir imortalidade às suas almas.

Publicado na edição de 24 de Junho de 2010 do Jornal Brados do Alentejo.
Também publicado em EstremozNet.
As imagens foram colhidas nos sítios para os quais apontam as respectivas hiperligações.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A mocidade dos cotas... IX - Recordando Boney M

Era o tempo do music disco e era também o tempo de um grupo de cantores e bailarinos jamaicanos - sob a bitola de um produtor alemão (Frank Farian) - terem a sua coroa de glória. Foram inúmeros os sucessos que renderam discos de platina aos produtores - Daddy Cool, Rasputin, Ma Baker e Rivers of Babylon apenas para citar alguns.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Rain Drops keep falling on my head

A ebulução do ensino

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A aquisição do “Círculo”, novamente…


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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Recordando Olivença


Los gobernantes son todos la misma merda. Confesso que esta frase me apanhou de surpresa. Não pelo conteúdo mas sim pelo facto de à última palavra faltar um "i" que não ouvi pronunciar. Reagi de imediato, interrompendo a dissertação do meu interlocutor espanhol, e perguntei-lhe porque razão tinha usado uma palavra portuguesa no meio de uma oratória em espanhol. Es porque soy de Olivenza, esclareceu ele acrescentando que tinha usado aquela palavra do português vernáculo para assegurar que eu o percebia bem. Então és tão português como eu, retorqui… No no, queda tranquilo, atalhou ele e depois enfaticamente, yo soy espanhol! Fiquei calado perante uma resposta tão categórica, talvez até um pouco desiludido, sentimento que o oliventino captou. Foi ele quem quebrou o silêncio – esquecendo por completo que antes estávamos a falar de política e de economia – dizendo: mi madre y mi abuela aún hablan portugués entre ellas en casa! Esta já gostei de ouvir. Os meus olhos devem ter brilhado novamente…
Confesso que achei fantástico que passados 209 anos de ocupação espanhola da Olivença Portuguesa ainda haja quem fale a língua de Camões no recato do lar. Já mo tinham dito, mas comprovado por um testemunho directo as coisas ganham outra força.
Em 1801, um valdevinos de 34 anos chamado Godoy – duque por usurpación, príncipe de iniquidad, general en la maldad, almirante en la traición, lascivo cual garañón, de rameras rodeado, con dos mujeres casado, en la ambición sin igual, en la soberbia sin par, y la ruina del Estado – comandou um poderoso exército de 30 mil efectivos e tomou, praticamente sem resistência, as praças de Olivença, Juromenha, Arronches, Portalegre, Castelo de Vide, Barbacena e Ouguela. Campo Maior resistiu por 18 dias e Elvas resistiu mesmo. Foi a chamada Guerra das Laranjas, assim denominada por o tunante ter enviado uma ramo de laranjeira para a sua amante, a Rainha Maria Luísa de Parma – uma cota de 50 anos, já desdentada mas ainda lasciva, que passou a vida a fazer filhos (15 no total), sendo a sua primeira descendência a infanta Carlota Joaquina (que casou com o nosso D. João VI) e o último o infante Francisco de Paula, um crápula que ao que parece saiu ao pai (o próprio Godoy) e que engravidou a irmã consanguínea (Carlota de Godoy). Agora vejam lá se este cromo não mereceu o título de Conde de Évora Monte que lhe foi concedido por D. João VI em 1797?
E agora querem saber a razão desta guerra? Pois bem, nenhuma ou, se quiserem, todas, se atenderem que os espanhóis se tinham metido com os franceses e tinham levado nas trombas. Daí a passarem a aliados foi um passo (não sem antes terem cedido a ilha de S. Domingos, actual República Dominicana e Haiti, a título de indemnização). O esforço agora era o de agradar a Napoleão, o qual não via com bons olhos a ligação de Portugal a Inglaterra, sua rival na hegemonia imperialista.
209 anos depois Olivença continua portuguesa… sob administração espanhola, é certo, mas ainda portuguesa.

As imagens foram colhidas nos sítios para os quais apontam as respectivas hiperligações.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Opera Company of Philadelphia "Flash Brindisi" at Reading Terminal Marke...

Euribor 6 ultrapassa 1%

Em 6 de Novembro de 2009 anunciámos aqui que a Euribor tinha, na véspera, baixado a fasquia de 1%. No dia 20 do mesmo mês, foi a média mensal daquele indicador que baixou aquela barreira histórica.
Hoje estamos aqui de novo para dar a notícia contrária à registada em 5 de Novembro, ou seja, a Euribor6 cotou hoje, mais de 7 meses depois, acima de 1%, mais precisamente 1,001%.
Em Novembro considerámos que aquela tinha sido uma boa notícia para os endividados empregados, já que o desemprego estava a registar valores assustadores e também sem paralelo no passado recente. Chegámos inclusivamente a formular um voto:
"Esperemos pois que quando as taxas de juro recomeçarem a subir já tenhamos, como compensação, uma taxa de desemprego bem mais baixa que a actual... Mas enfim, neste domínio, infelizmente, as perspectivas não são as melhores."
Infelizmente, aquilo que temíamos verificou-se... as taxas já estão a subir novamente e o desemprego não chegou a baixar, bem pelo contrário. Pior que isso, só registar que este facto ocorre precisamente no mês em que os impostos voltam a subir, resultando daí um sério ataque em duas frentes para debelitar ainda mais o já muito debilitado rendimento disponível das famílias.
Vai ser precisa muita coragem!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A propósito da compra do Círculo

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domingo, 6 de junho de 2010

Para reflectir

terça-feira, 1 de junho de 2010

Euribor Maio 2010 Prestação Julho

Os indexantes para os contratos de financiamento cuja renovação ocorra durante o mês de Junho são os seguintes:
• Euribor a 3 meses: 0,687% (Mais 0,042% que no mês passado e mais 0,016% que no trimestre anterior);
• Euribor a 6 meses: 0,982% (Mais 0,027% que no mês anterior e menos -0,014% que no semestre anterior).

Para saber qual a taxa de juro a aplicar basta adicionar o spread.
Os efeitos desta variação da taxa de juro só irão evidenciar-se a partir do mês de Julho.
A nota mais evidente do comportamento da Euribor deste mês foi o facto de ter sido acentuada a tendência de subida, se bem que o efeito no valor das prestações irá ser manifestamente reduzido (redução nos contratos indexados à Euribor6 e subida nos contratos indexados à Euribor3).

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A substância e a forma


Antes que pensem que estou a falar duma lei contabilística que enuncia a prevalência da substância sobre a forma, esclareço que a crónica de hoje não tem nada a ver com isso. Aliás, vou procurar demonstrar exactamente o contrário, ou seja, que numa perspectiva de longo prazo é a forma que prevalece sobre a substância. Confusos? Não fiquem, esclareço já.
Hoje escrevo sobre a inconsistência inúmeras vezes verificada entre o discurso e a prática. Se preferirem, podem considerar que vou escrever sobre aquilo que os políticos dizem e sobre aquilo que os políticos fazem. Creio ser pacífica a conclusão de que uma e outra coisa nem sempre são coincidentes…
Para os contemporâneos da decisão política (e que dela colhem os benefícios ou os inconvenientes) aquilo que verdadeiramente conta é o que observam e sentem no momento em que esta produz efeitos. Se quiserem, é a essência percebida (justa ou injusta, não interessa) que prevalece. Porém, numa óptica histórica, os efeitos das decisões políticas são encaradas de forma desapaixonada e, como tal, são avaliadas de uma forma mais objectiva. Neste contexto, é a forma, ou seja, aquilo que ficou registado, que tende a prevalecer (por alguma razão, a maioria dos heróis estão mortos…).
Vou dar alguns exemplos. John Locke é historicamente considerado como o precursor da defesa dos direitos das pessoas relativamente às arbitrariedades do poder. O que pouca gente sabe é que a máxima que defendeu de que os governados têm direito à sublevação contra os governantes tiranos, foi escrita por encomenda. Quando Locke pôs em causa a legitimidade sucessória da realeza, estava a dar corpo ao receio de que um rei católico apostólico (o futuro Jaime II) viesse a sentar-se no trono de Inglaterra. Até Locke estava longe de imaginar que o seu texto tinha ganho vida própria, muito para além daquilo que ele pudesse ter sentido ou pensado. Mais tarde, quando as colónias americanas entraram em conflito com a coroa britânica – por causa do pesado fardo fiscal que recaía sobre os colonos para pagarem a guerra dos setes anos (guerra que, entre outras coisas, permitiu que hoje também se fale inglês no Canadá) –, Thomas Jefferson, por muitos considerado o pai da nação americana, pegou nos textos de Locke e, substituindo algumas palavras e contextualizando outras, defendeu que "todos os homens são criados iguais, dotados (…) de direitos inalienáveis" na Declaração da Independência de 4 de Julho de 1776… ao mesmo tempo que era fazendeiro na Virgínia proprietário de escravos. Na revolução francesa, os artífices da declaração dos direitos do homem e do cidadão – a qual está na génese da actual Declaração Universal dos Direitos do Homem –, os jacobinos Robespierre e Marat, foram os mesmos que determinaram que o cutelo da guilhotina caísse sobre as cabeças que ousaram discordar da mentalidade dominante.
No longo prazo, o que prevaleceu afinal, a forma ou a substância?

Publicado na edição de 27Mai2010 do jornal Brados do Alentejo
Também publicado em EstremozNet

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Estremoz - Reunião CM 19Mai2010 - Últimos vídeos

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Estremoz - Reunião CM 19Mai2010 - Vídeo 08

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sábado, 22 de maio de 2010

Estremoz - Reunião CME19Mai2010 - Vídeo 07

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Estremoz - Debate sobre a água - Vídeo 06

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Estremoz - Vídeo 05 - Debate sobre a água

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Estremoz - Reunião CM 19Mai2010 - Resposta do Presidente

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Estremoz - Debate sobre a água - Reunião CM 19Mai2010

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Estremoz - Vamos meter água?

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Estão preparados?


Se não estão então é melhor que se preparem, porque é cada vez mais provável que venha a haver uma subida significativa de impostos. Quem já trabalhava em 1983 sabe perfeitamente ao que me refiro. Nesse ano, mas já em Setembro, o presidente Eanes recebeu para promulgação um decreto da Assembleia da República que previa, entre outras maldades, a arrecadação de 25,2% do 13.º mês desse ano. Como se sabe, pagar impostos não constitui propriamente uma actividade prazenteira, mas enfim, a gente habitua-se e depois já nem estranha. Quando esse imposto é extraordinário já dói bastante mais… mas caramba, quando tal tributo apanha a maior parte das pessoas desprevenidas, isso já tem alguns requintes de puro sadismo. Em 1983, houve quem ficasse com as calças na mão porque já tinha comprometido o subsídio de Natal com que estava a contar. Como se essa maldade não bastasse, o imposto extraordinário sobre o rendimento, como então foi baptizado, veio ainda revestido duma mentirinha piedosa que o tornou ainda mais odioso: o governo disse que a taxa de imposto era de 2,8%... sobre todos as remunerações certas e permanentes auferidas entre Janeiro e Setembro desse ano. Chiça, nem sequer foram capazes de dizer que mais de ¼ do subsídio de Natal ia à vida.
Portanto, meus amigos, faço votos para que desta vez não sejam apanhados de surpresa. Até pode nem acontecer – até porque agora a moda é aumentar o IVA e outros impostos sobre a despesa – mas se o fisco atacar de novo pelo lado do rendimento que ao menos estejam preparados.
Como qualquer cidadão comum, sinto que não tenho culpa nenhuma pelo estado a que o país chegou e também me sinto tentado a fazer coro com todos quantos acham que quem o estragou que pague o arranjo. Porém, a realidade é um pouquinho mais complexa e, pensando bem, não o vou fazer. Primeiro, porque não vale a pena perder tempo com choradinhos: é certo e sabido que quem se lixa sempre é o mexilhão. Depois, porque se tiver que prescindir agora de parte do subsídio de Natal isso poderá ser um mal menor comparado às consequências da descredibilização internacional da minha moeda, o €uro. Se o Euro desvalorizar, tudo quanto vem da Ásia, de África e das Américas vai ficar mais caro. A inflação é um imposto escondido que nos come vivos quase sem darmos por isso. Atrás da inflação vêm as subidas das taxas de juro. Cada subida de 3 pontos percentuais da Euribor correspondem a 100 euros de imposto extraordinário que a maior parte das famílias endividadas irão pagar todos os meses enquanto a crise durar. E, meus senhores, se a crise se instalar na zona Euro não só vai permanecer por muito tempo como as taxas de juro não irão subir apenas 3 pontos percentuais. Comparado com este cenário, prefiro claramente pagar um imposto extraordinário só uma vez.
O meu único desejo é: que valha a pena!

Publicado na edição de 13 de Maio do Jornal Brados do Alentejo.
As imagens foram colhidas nos sítios para os quais apontam as respectivas hiperligações ou são do autor.

Nota final: Devo esclarecer que apesar de o Brados ter sido publicado no mesmo dia em que a demais imprensa de âmbito nacional noticiou o surgimento de novos impostos, este artigo foi escrito antes, ou seja, em data em que ainda não havia a circular qualquer notícia concreta sobre este assunto. O que havia no início da semana eram especulações, característica que este artigo também assumiu.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

FIAPE 2011

De há muitos anos para cá que em Estremoz existem (existiam) 3 feiras:
1. A Feira de S. Tiago, que tinha lugar de 25 a 27 de Julho;

2. A Feira de Santo André (também conhecida no passado por Feira das Passas) de 30 de Novembro a 3 de Dezembro;

3. E a Feira de Maio, criada em 1925 por José Lourenço Marques Crespo, a qual tinha lugar no 2.º Sábado e no 2.º Domingo do mês de Maio.

Esta última feira foi criada já com o propósito de “estabelecer em Estremoz um centro de transacções de máquinas e alfaias agrícolas e exposições de espécies pecuárias”. Foi nesta primeira feira de Maio que teve lugar a 1.ª Feira Exposição da Agricultura de Estremoz.

Sessenta anos mais tarde, mais concretamente no fim-de-semana que terminou a 12 de Maio de 1985, voltou a ser ensaiada uma versão singela daquela Feira-Exposição. No ano seguinte, em 1986, a ideia de reeditar uma feira temática ganhou novo fôlego e maiores recursos e voltou a ser reeditada com maior força aquela que terá sido para uns a III Feira-Exposição da Agricultura de Estremoz enquanto para outros terá sido a IV. Enfim, pouco importa. Novidade destas feiras de Maio de 85 e 86: foram alargadas a 3 dias. Certo, certo, foi que no ano seguinte se pensou enterrar definitivamente as Feiras Exposição de Agricultura e, mercê da recente geminação com Zafra, criar uma nova feira de cariz internacional que veio a receber a designação de FIAPE (Feira Internacional Agro-Pecuária de Estremoz). Estávamos em 1987. Mas lá está, cumpriu-se a tradição da feira fundada por Marques Crespo e ela teve lugar no segundo fim-de-semana de Maio, desta feita de 8 a 10 de Maio.

Este ano celebrou-se a XXIV edição da FIAPE. Nunca como antes esta foi tão ofuscada pela sua concorrente directa OVIBEJA. Foi para que lá que foram os ministros, foi para lá que foi a imprensa, nomeadamente radiofónica e televisiva, enfim Estremoz e a nossa feira apenas mereceu uma nota de rodapé.

Há anos que ouço falar que foi a OVIBEJA que aproximou a data da sua realização da nossa FIAPE. Enfim, até pode ser que seja verdade, porém não deixa de ser igualmente verdade que a FIAPE, como há pouco demonstrei, também alterou o seu calendário original (que seguiu o originalmente instituído em 1925). E tal antecipação já chegou a ser de cerca de duas semanas (varia de ano para ano). Uma coisa vos garanto: Estremoz não ganha nada em manter esta teimosia, este braço de ferro com Beja, em especial num momento em que a nossa antagonista tem mais força. A FIAPE não teria passado despercebida se tivesse sido realizada na sua data tradicional, terminando no próximo fim-de-semana, o segundo fim-de-semana do mês de Maio.

Se no ano da fundação da FIAPE (e nas edições subsequentes mais imediatas) foi esta que ofuscou a OVIBEJA, que já existia desde 1983, agora tal já não irá acontecer. Por essa altura, era a FIAPE que concentrava todas as atenções mercê do sucesso que à época teve o golpe de marketing da nossa feira ser “internacional”. Na época, a prioridade do Ministro da Agricultura era vir a Estremoz e não a Beja (em 1987, recordo-me perfeitamente, foi Álvaro Barreto quem passou “revista” à feira sem nunca ter deixado de falar da “irresponsabilidade” dos partidos da oposição que nesse ano tinham acabado de fazer cair o I Governo de Aníbal Cavaco Silva). Hoje, a internacionalidade da nossa FIAPE já não cola nem convence ninguém, a OVIBEJA tem manifestamente mais recursos, maior criatividade e, por maioria de razão, tem claramente mais sucesso. Só não vê quem não quer ver. Hoje a irresponsabilidade é continuar a querer partilhar o palco com a nossa concorrente. A FIAPE precisa de se destacar novamente e agora para o fazer terá de ser noutra data.

Se houver um pouquinho de juízo a FIAPE 2011 realizar-se-á em Maio.


Também publicado em Estremoz Net

terça-feira, 4 de maio de 2010

Eu também não percebi...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Euribor Abril 2010

Os indexantes para os contratos de financiamento cuja renovação ocorra durante o mês de Maio são os seguintes:
• Euribor a 3 meses: 0,645% (Exactamente o mesmo valor do mês passado e -0,035% que no trimestre anterior);
• Euribor a 6 meses: 0,955% (Mais 0,003% que no mês anterior e -0,062% que no semestre anterior).

Para saber qual a taxa de juro a aplicar basta adicionar o spread.
Os efeitos desta redução da taxa de juro só irão evidenciar-se a partir do mês de Junho.
Alerto, todavia, que os efeitos no valor das prestações são manifestamente desprezíveis (redução de 1,34  e 2,31 euros/mês, respectivamente, por cada 100 mil euros de empréstimo por um prazo de 25 anos).

A nota mais evidente do comportamento da Euribor deste mês foi o facto de, pela primeira vez desde o final do 3.º trimestre de 2008, a tendência ter sido invertida e já se estar a assistir a uma subida das taxas de juro. O mês passado, os valores registados foram os mais baixos de sempre desde que existe o Euro.

É melhor ires à bruxa

Confesso que não estava à espera que a minha recomendação fosse objecto de divulgação pública.
Por isso esclareço: o facto de me solidarizar com alguém que apanhou uma valente chuvada não quer necessariamente dizer que esse alguém não seja responsável por ter saído quando chuvia ou por tê-lo feito sem guarda-chuva. Isto também não quer dizer que quem se encharcou "estava a pedi-las"; quer tão-somente dizer que, independentemente de ser previsível ou devido a uma brusca mudança do estado do tempo, "quem anda à chuva, molha-se".

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A Lição do Creoula



Cumpri o serviço militar já tarde. Depois de ter feito a instrução
militar básica na Escola de Fuzileiros, em Vale de Zebro, fui colocado na Administração Central de Marinha, ali à Ribeira das Naus, juntinho ao Terreiro do Paço da nossa capital. Com 27 anos, já casado e pai, senti necessidade de equilibrar o orçamento familiar, pelo que aceitei trabalhar à noite numa empresa no Feijó, onde realizei uma auditoria contabilística. Criei então uma rotina a partir das 17:30 que passava por comer uns rissóis de berbigão na Baixa, depois dirigia-me à Doca da Marinha, apanhava a vedeta para a Base Naval do Alfeite, jantava na messe de oficiais às 19, autocarro para o Feijó às 20, (re)começava a trabalhar das 20:30 à meia-noite e meia e iniciava o percurso de retorno: autocarro até Cacilhas, cacilheiro para o Cais do Sodré, eléctrico para Alcântara, até que chegava (por volta das 2 da manhã) às instalações militares da Praça da Armada, onde pernoitava. Na manhã seguinte apanhava o eléctrico às 8:30, chegava à Direcção da Fazenda Naval pelas 9, fazia o turno da manhã, almoço, turno da tarde, e assim fechava o ciclo.
Porém, houve um dia que quebrei a rotina. Fui desafiado por uns camaradas, que habitualmente jantavam comigo, a ir visitar o navio-escola Creoula. Aquele que eu queria mesmo ver era o navio-escola Sagres, mas esse andava em viagem de longo curso e, portanto, tive de me contentar com o antigo bacalhoeiro que, à vela, percorreu as costas da Terra Nova na sua juventude. Como em tantas outras coisas na vida, o possível sobrepôs-se ao desejável, mas dei o tempo por bem empregue: aprendi uma lição valiosa.
Ali aprendi que um bom timoneiro, pelas decisões que toma, pode fazer a diferença entre o sucesso e o infortúnio… mas ouvi também da boca de um comandante que este sem a tripulação de nada valia. São tantas as tarefas a bordo que só sob uma rigorosa organização, num quadro de cooperação, de disciplina, de responsabilidade, de entreajuda e de harmonia entre os membros da equipa é possível levar um veleiro a bom porto. Ali aprendi que os méritos individuais são importantes e, como tal, são desejados. Podem mesmo fazer a diferença, porém, por muito bons que sejam, são sempre insuficientes. Um veleiro de 4 mastros exige sempre trabalho de coordenação em equipa e jamais deve sair do porto de abrigo sem estar imbuído de um forte espírito colectivo, já que o todo é sempre maior que a mera soma das partes.
Lembrei-me desta lição recentemente quando soube que Zeinal Bava e António Mexia haviam sido considerados entre os melhores CEO da Europa (gestores, para não complicar), elevando-os assim à condição de deuses do Olimpo. A avaliar pelo que ganham, é-me fácil acreditar que seriam capazes de navegar no Creoula sem guarnição… Ou não?
Notas:
Publicado na edição de 29Abr2010 do Jornal Brados do Alentejo;
As imagens foram colhidas nos sítios para os quais apontam as respectivas hiperligações.

sábado, 24 de abril de 2010

John Philip Sousa - a diáspora portuguesa no mundo

Há muitas formas de aprender e uma delas estava quase esquecida para mim: a rádio. De facto, há muito que reservo à rádio apenas duas tarefas: ouvir notícias; e ouvir música (em geral quando viajo de carro). Ontem, enquanto percorria canais de rádio durante uma pequena viagem ouvi uma reprodução duma marcha militar que já havia ouvido dezenas de vezes: Stars and Stripes Forever.
O que eu não sabia e só ontem fiquei a saber é que o autor desta marcha era luso-descendente. John Philip Sousa nasceu em Washington em 1854, mas era filho de um português nascido em Espanha e, portanto, neto de portugueses de origem açoriana, os quais, segundo a nota biográfica que li, se refugiaram no país vizinho.
John Sousa apelidava-se a si próprio "The March King" (O Rei das Marchas) e compôs inúmeras marchas militares, operetas e até os hinos de 4 universidades americanas. A ele se deve a criação do Sousafone, uma imensa tuba carregada ao ombro do músico, a qual visava o reforço dos graves nas suas marchas; e, bem assim, foi também um dos responsáveis pela grande divulgação do piccolo, um flautim que toca uma oitava acima da flauta comum e cujo som recorda o cantar de um rouxinol. (Na marcha abaixo reproduzida - uma reedição de 1931 de uma obra datada de 1909, inicialmente editada pela Thomas Edison Records - é bem audível o som do piccolo).
Enfim, isto pode não interesse nenhum mas achei curioso e... por pouco racional que isto possa parecer, fiquei de certa forma orgulhoso por o John Philip Sousa ser neto de portugueses que, por alguma razão que não descortinei, tiveram que se pisgar de Portugal. É o mesmo tipo de orgulho que sinto quando o Cristiano Ronaldo marca um golo pelo Real Madrid ou quando um estremocense - que não conheço nem conheço ninguém que conheça - vai treinar uma equipa rival da minha preferida.
O bairrismo e o nacionalismo pode ser irracional mas lá que existe, existe.



Também publicado em EstremozNet

quinta-feira, 22 de abril de 2010

I Encontro de Bloggers, Webmasters e Facebookers do Concelho de Estremoz

Para conhecer os detalhes desta iniciativa clique aqui.

Nota: A imagem foi colhida no local para o qual aponta a respectiva hiperligação.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Passos de Mudança


Vi e ouvi a entrevista a Pedro Passos Coelho no programa Sinais de Fogo de Miguel de Sousa Tavares. Embora admita que outros tenham interpretado de forma diversa as palavras proferidas, devo dizer que, para mim, a prestação do entrevistado foi magistral, brilhante. Teve o dom de nos permitir ver para além da bruma, conferindo-nos a esperança de que há outros caminhos (ainda não trilhados) para sairmos da desconfortável situação em que nos encontramos. Por outro lado, teve também o mérito de ter conseguido desmistificar o papão liberal, como se alguma vez ele tivesse preconizado um Estado lassez-faire, do tipo salve-se quem puder. Pelo contrário, defendeu clara e energicamente um Estado regulador, um Estado Social no apoio a quem verdadeiramente precisa e, bem assim, assumiu-se um firme opositor aos monopólios artificiais criados pelo Estado, bem como às negociatas escandalosas que a actual situação de penumbra sempre permite.
Depois de ter tomado contacto com algumas reacções de amigos e conhecidos, confesso que fiquei surpreendido com a surpresa de alguns. Vou explicar-me melhor: algumas dessas pessoas ficaram agradavelmente surpreendidas com a prestação de Passos Coelho, reconhecendo-lhe pela primeira vez alguns dos méritos que, em boa verdade, sempre teve. A mim, o que me surpreendeu foi justamente só terem percepcionado tais qualidades agora e não antes, por exemplo, há dois anos atrás. No entanto, bem vistas as coisas, até faz sentido: Passos Coelho é também vencedor por ter conseguido sobreviver a uma das mais violentas campanhas descredibilizadoras alguma vez movidas contra um político dentro do seu próprio partido. Valeu tudo: apontaram-lhe incongruências no discurso (que nunca existiram); que era plástico como a Barbie (bonito por fora e oco por dentro); disseram que estava acompanhado de gente de má índole e, finalmente, quanto todos os outros argumentos falhassem, restava sempre o anátema de liberal, procurando com este rótulo fazer dele o maior reaccionário de Portugal.
O curioso é que apesar das más intenções da acusação, Passos Coelho não se deixou descaracterizar e, a par de se considerar social-democrata e reformista, nunca recusou o rótulo de liberal. E porquê? Porque o conceito europeu de liberal – conceito que foi corrompido do lado de lá do Atlântico – é primeiro político e humanista (decorre da liberdade humana) e só depois é também económico. E ser liberal em termos económicos (na Europa) apenas significa isto: ao Estado o que é do Estado; aos privados o que é dos privados. O que não cabe dentro desta definição é o Estado proporcionar bons negócios a meia dúzia de bons amigos para que estes enriqueçam à custa de todos nós.
Pedro Passos Coelho, com elevação e integridade de carácter, resistiu a tudo. Não cedeu à tentação de querer parecer bem ou dizer apenas aquilo que era politicamente mais conveniente. Merece confiança.
Notas:
A foto foi obtida no sítio para o qual aponta a respectiva hiperligação.
Publicado na edição de 15 de Abril do Jornal Brados do Alentejo

NABUCCO

Sinais de Fogo - Pedro Passos Coelho

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