
Agora com imagem melhorada cedida pela autor.
ad valorem reflecte a convicção de que as pessoas têm valor e de que têm valores. Mesmo os mais burgessos. Logo, possuímos os ingredientes necessários para ultrapassar obstáculos e para vencer contrariedades.
Nem sempre as pessoas valorosas podem contar com
o reconhecimento daqueles com quem interagem. Outros há que, passada a resistência inicial, vêem não só os seus méritos reconhecidos como chegam inclusivamente a conquistar a imortalidade na memória das gerações seguintes. Vou dar alguns exemplos destes últimos casos.
Fui polícia, fui soldado
estive fora da Nação
vendo jogo, guardei gado
só me falta ser ladrão
pouco mais de 2 anos por não conseguir apagar do seu cérebro a imagem da criança presa, pela sua corporação, por roubar flores para depor na campa da mãe.Se consciente resolvi morrer
foi por saber e ser também consciente
que morrer custa menos que viver
morrendo aos poucos num mundo indiferente.
As imagens foram colhidas nos locais para os quais apontam as respectivas hiperligações.


Antes que possa induzir alguém em erro esclareço desde já a razão de ser do título
da presente crónica: hesitei entre escrever sobre os 20 anos da demolição do Muro da Vergonha ou sobre o processo Face Oculta. Como hoje tenho de escrever este artigo em tempo recorde – portanto, sem possibilidades de revisão – decidir misturar os dois temas e, agora sem hesitações, vou começar a debitar o que sinto e depois logo se vê como sai. Para já, começo por referir que discordo de uma das possíveis ideias que o título possa sugerir, que é a de que as pessoas ocultam – no dizer de Pêro Vaz de Caminha – "as suas vergonhas". Pelo contrário, acho mesmo que o descaramento e a falta de vergonha nunca foram tão longe.
Comecemos então pela "face oculta". Embora este assunto seja tema recorrente na imprensa dos últimos tempos e até veja as pessoas a condenar as alegadas práticas de corrupção, a verdade é que assistimos a uma certa complacência, a alguma compreensão até, em relação às golpadas que se vão dando um pouco por todo o lado e que explicam cabalmente o atraso deste país apesar dos muitos milhões de euros da União Europeia que temos recebido. Em grande ou em pequena escala, o que não faltam são pessoas dispostas a abdicar de princípios éticos para se venderem a troco de pequenas ou grandes vantagens que certamente não alcançariam de outra forma ou apenas alcançariam com muito mais esforço ou muito mais tarde. Com o exemplo a vir de cima (não, não estou a falar do FREEPORT, estou a falar da licenciatura do nosso Primeiro), muita gente parece preferir a via mais fácil, mesmo que esta não seja a mais correcta. Num cenário de "normalidade" de fenómenos destes, quem acaba por ficar mal visto ou a passar por parvo são aqueles que recusam tais práticas enviesadas. Disseram-me, outro dia, que só os ricos ou aqueles que estão bem empregados é que podem "dar-se ao luxo" de ter princípios… Discordo! São os poderosos que corrompem e os corrompidos são os gananciosos. Nada disto tem a ver com necessidades vitais. Há dias falei com um funcionário aposentado que lamentava as maleitas da idade e a morte da companheira com quem criou 7 filhos num monte que fazia alusão à pobreza. Nada podia ter-me embevecido mais que o orgulho que patenteou por sempre ter recusado os envelopes que o beneficiariam materialmente mas que prejudicariam, irremediavelmente, a sua capacidade de olhar de cara levantada todos quantos o rodeiam. 
Ainda estava a tempo de mudar o título desta crónica mas já não o vou fazer. Recordo apenas que há 20 anos caiu o Muro de Berlim e que fico muito feliz por isso.
Termino com uma ideia que caiu neste instante no meu cérebro e que já não vou apagar: por "face oculta" devemos entender que os corruptos deviam usar burca? Se calhar não era má ideia… podia fazer com que a corrupção passasse de moda mais rapidamente.
As imagens foram colhidas nos locais para os quais apontam as respectivas hiperligações.
quinzenal para o Brados do Alentejo. Como me comprometi a apenas tornar públicos os textos após a publicação do jornal - na próxima Quinta-Feira - deixo aqui apenas as ilustrações do tema tratado.
As imagens foram colhidas nos locais para os quais apontam as respectivas hiperligações.
Neste vídeo apresento algumas questões que têm passado ao lado das preocupações daqueles que, até aqui, têm gerido os destinos do município: construir a cidade do futuro, equilibrando a regeneração urbana com a política de expansão urbana de uma forma estruturada e planeada. Tudo isto na segunda parte da apresentação da proposta sobre o IMI.
Imagens captadas por José Gonçalez
Infelizmente as imagens captadas pelo José Gonçalez não abarcam toda a reunião de Câmara (a primeira deste mandato) e assim não poderei demonstrar que, passada a celeuma inicial com a Vereadora Sílvia Dias, quando começaram a ser tratados problemas concretos de Estremoz, a única pessoa que apresentou propostas alternativas às da maioria fui eu próprio.
Fi-lo em relação à Cozinha dos Ganhões onde propus (e demonstrei porquê) a montagem de uma tenda junto ao pavilhão B para permitir a venda de produtos emblemáticos da região, nomeadamente vinhos, enchidos tradicionais, etc. A maioria, em termos práticos, não propôs nada de novo que não fosse acabar com a cobrança de 1 euro por cada entrada, questão que, em abono da verdade, se afigura se somenos importância (ainda que, demagogicamente, se lhe pretenda atribuir um relevo transcendental). Os socialistas (os dois sobrantes) quiseram desvalorizar a minha proposta referindo que quem quisesse já podia fazer tais vendas no figurino da Cozinha dos Ganhões do ano passado. A verdade, porém, não é bem essa, conforme referi em artigo anterior.
Em vídeo, a minha proposta sobre o IMI.
Imagens captadas por José Gonçalez
Eu já sabia, ou melhor, já previa, que iriam ser muitas as situações em que as posições políticas, éticas e de princípio que defendo não encontrariam eco nos demais eleitos da Câmara Municipal. Este foi o primeiro exemplo de uma votação por 6-1 (isto em futebol seria uma derrota clamorosa), mas muitas mais se seguirão (e, nesta reunião, a propósito do IMI, voltou a acontecer).
Isso, em abono da verdade, não me preocupa nada. Quero apenas ficar de consciência tranquila insistindo, mesmo sem sucesso, naquilo em que acredito.
Como pode alguém achar bem que figure na acta uma declaração política que não foi lida no plenário municipal e da qual, ainda hoje, não tenho conhecimento?
Imagens captadas por José Gonçalez
que Mário Crespo escreveu no Jornal de Notícias no passado dia 2 de Novembro:"O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação.
Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim.
Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca. "
No vídeo seguinte há a destacar os seguintes aspectos:
1. O recém-eleito Presidente da Câmara revela vários talentos, nomeadamente quando demonstra possuir um nível de tolerância democrática “acima dos valores normais para a época”… nem sequer faltou dizer “quem manda aqui sou eu”;
2. Foi solicitado à Senhora Vereadora Sílvia Dias que justificasse politicamente a sua decisão de agora apoiar aqueles que antes, durante a campanha eleitoral, combateu… não o fez;
3. “Quem por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, der ou prometer a funcionário, ou a terceiro com conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial que ao funcionário não seja devida” pratica um crime tipificado na lei;
4. Por outro lado, “o funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial de pessoa que perante ele tenha tido, tenha ou venha a ter qualquer pretensão dependente do exercício das suas funções públicas” também está a praticar um crime tipificado e punido por lei;
5. Foi também solicitado à Senhora Vereadora que afastasse qualquer suspeita de poder, eventualmente, vir a beneficiar de qualquer vantagem pessoal pela sua decisão de apoiar uma força política diferente daquela pela qual foi eleita… não o fez;
6. Não o fazendo, que quer isto dizer? Que “quem cala consente”? Ou que a pergunta é tão disparatada que não merece sequer uma resposta? Quem souber que responda.
De uma coisa ninguém ficará com dúvidas: o presente mandato inicia-se sob um clima de suspeita. Lamento, mas não há outra forma de dizer isto…
Depois há o aspecto da perversão do sistema democrático: alguém sabe a diferença entre ter ou não ter a maioria política, legitimada pelos votos nas urnas, num órgão do poder? Será correcto que quem teve apenas 40% dos votos se assuma como se tivesse tido os 60% daqueles que não votaram neste projecto?
Imagens captadas por José Gonçalez
Este senhor que surge a falar no vídeo seguinte é o meu amigo Francisco Ameixa Ramos, vice-presidente da Câmara Municipal de Estremoz.
Dele se espera que carregue o Município às costas, já que dos demais eleitos em regime de permanência na Câmara Municipal não se espera grande coisa:
Por conseguinte, temos, forçosamente, de depositar todas as esperanças no Vice-Presidente. Eu quero acreditar nele. No entanto, a sua primeira intervenção na Câmara ficou manifestamente aquém das minhas expectativas, a roçar mesmo uma certa desilusão.
De facto, para quem era suposto não enfermar dos males tradicionalmente atribuídos aos políticos, começou logo a evidenciar dotes demagógicos "acima dos valores normais para a época".
Vejam só:
Imagens captadas por José Gonçalez
No meio de episódios manifestamente tristes, até teve a sua piada...
Imagens captadas por José Gonçalez
Já não me recordo onde li que um bom advogado é aquele que consegue demonstrar que a lei diz exactamente o oposto do
que lá está escrito. Que me perdoem os advogados mas tais "méritos" têm que ser partilhados com mais pessoas. O que não faltam por aí são crânios que se permitem interpretar da forma mais conveniente o teor de um texto escrito. A recente polémica em torno das declarações de José Saramago é disso a prova evidente.
Reconheço que (1) os textos nem sempre são claros; (2) um texto (ou uma frase) desinserido do respectivo contexto pode conduzir a uma interpretação distorcida; (3) ser necessária uma interpretação sistemática quando partes da prosa estão em contradição com a filosofia subjacente ao todo… mas, tenham dó, há limites para tudo.
Quando um texto diz que David cobiçou Bateseba, mulher de Urias, que copulou com ela e que de tal acto veio a nascer um filho, não pode dizer que "não foi bem assim", que não houve adultério. Do mesmo modo, quando David urdiu uma forma de matar Urias, não pode dizer-se que não tenha havido assassínio, ainda que este não tenha sido o autor material do crime. Todavia, quando se diz que Amnom, filho de David e irmão de Absalão, copulou com a irmã de Absalão, Tamar, virgem até aquele momento, já não se pode dizer com precisão que tenha havido incesto, dado que Tamar, apesar de irmã de Absalão e este irmão de Amnom, podia não ser irmã de Amnom. Agora que aquela família era uma grande rebaldaria, com práticas poligâmicas com fartura, isso, com base no texto escrito, já ninguém o pode negar. Assim como quando Absalão decidiu limpar o sebo ao irmão Amnom, ninguém pode dizer que não houve fratricídio, da mesma forma que voltou a haver assassinatos entre irmãos quando Salomão mandou matar Adonias, irmão "completo" de Absalão e a 50% do próprio Salomão.
Ora bem, todo o parágrafo precedente se refere a textos bíblicos, mas precisamente ao Antigo Testamento. Isto faz da Bíblia, no dizer de Saramago, um "manual de maus costumes"? Embora as práticas ali enumeradas não sejam, de todo, as mais recomendáveis, a verdade é que em lado nenhum se pode inferir que a doutrina bíblica aprovasse tais procedimentos. Na verdade, segundo a Bíblia, o povo de Israel sofreu castigos por causa destes e de outros comportamentos igualmente bizarros. Agora, é também preciso ter presente que Saramago também não disse apenas aquela frase que provocou toda esta celeuma. Disse também que a Bíblia "tem coisas admiráveis" e que "muita coisa vale a pena ler". Se Saramago é acusado de descontextualizar os textos bíblicos sugerindo interpretações erróneas, então é igualmente verdade que aqueles que o acusam também descontextualizaram as declarações de Saramago, omitindo as passagens em que este fez menções elogiosas ao texto sagrado.
Valia a pena toda esta confusão por causa de alguém cujas afirmações se enquadram numa estratégia de promover a sua mais recente obra literária, Caim? Eu acho que não.
Publicado na edição do Brados do Alentejo de 29 de Outubro de 2009
Descobri uma coisa fantástica e que agora
partilho convosco: se escrevermos em MAIÚSCULAS o corrector ortográfico não assinala os erros. No discurso escrito as maiúsculas são equivalentes à forma enfática na linguagem falada. E como se dá ênfase ao discurso oral? FALANDO ALTO ou S-O-L-E-T-R-A-N-D-O o discurso. Nestas condições as pessoas que ouvem fixam-se mais na forma que no conteúdo da mensagem; dão mais atenção ao mensageiro que fala convictamente – mesmo que esteja a dizer patacoadas – que a qualquer outro orador.
Descobri também que o discurso escrito é pouco (ou nada mesmo) eficaz. Dou um exemplo: nesta última campanha eleitoral o texto do panfleto dirigido aos eleitores de Evoramonte saiu com o conteúdo que era destinado aos eleitores de Santa Vitória do Ameixial. Só soube de uma pessoa que tivesse dado por isso. Esclarecedor, não acham?
Feita a introdução vamos ao que interessa. Apesar de me ter recusado a usar esta coluna para falar da política local desde que anunciei a minha candidatura à Câmara Municipal, hoje vou abrir uma excepção, sob pena de as pessoas pensarem que estou a fugir ao assunto. Portanto, vamos a isto sem rodeios: perdi claramente estas eleições. Ser eleito vereador não mitiga o desaire eleitoral já que o objectivo era, no mínimo, fazer eleger dois representantes da lista em que estava integrado.
As dinâmicas de voto útil lesaram duplamente as candidaturas do PSD, da CDU, do CDS e do BE. Houve voto útil no MiETZ para destronar o executivo socialista; assim como houve voto útil no PS para procurar impedir o retrocesso da eleição de Luís Mourinha. Em termos práticos, o eleitorado bipolarizou-se. Nada, afinal, que eu não tivesse antevisto na minha intervenção final do último debate entre candidatos. O que nunca pensei é que tivesse esta expressão. Os votos CONTRA E PELAS MÁS RAZÕES ganharam estas eleições em Estremoz.
Enfim, apesar de todas as vicissitudes acabei eleito. Irei assumir a responsabilidade de representar aqueles que votaram a FAVOR de alguma coisa e ainda os demais que não se sentem representados neste executivo. Vou ficar entaipado entre os principais obreiros do atraso de Estremoz. Não estou a dizer que a Câmara Municipal deva ser vista como um local mal frequentado, até porque tem eleitos que me merecem respeito. Porém, devo confessar que há lá pessoas que não constituem a melhor companhia quando se pretende desenvolver um trabalho sério e responsável. Ossos do ofício.
Costuma dizer-se – e eu digo-o com muita frequência – que em democracia todos têm o que merecem. Tive, portanto, o que mereci. Porém esta máxima, para o bem e para o mal, aplica-se igualmente aos eleitores: cada terra tem também os políticos que merece. Quem ganhou tem agora um autocarro de promessas para cumprir e duvido muito que seja capaz de o fazer. Será isso uma DESGRÁCIA? Pouco importa, os queixumes a posteriori são como sopas depois de almoço. AGUENTEM-SE À BRONCA!
Publicado na edição do Brados do Alentejo de 15 de Outubro de 2009
pelo Partido Social Democrata. Nasci, cresci, estudei e trabalho em Estremoz. Conheço praticamente todos os recantos do nosso concelho. Na minha infância dizia-se que Estremoz era “a menina bonita do Alentejo”, mensagem que apenas reforçava o meu orgulho de ser estremocense.
Já vai sendo uma tentação. Voltei a rapinar fotos do blogue do José Gonçalez. Pareceu-me no entanto que o fazia por uma boa causa.
frisar especificamente esse aspecto (deveras importante para fomentar o nosso desenvolvimento), quero dizer que vou dedicar particular atenção ao investimento que já se realiza no nosso concelho, promovido pelos nossos concidadãos. Esse investimento também terá que merecer uma atitude de carinho por parte do Município que, ao invés de obstaculizar as iniciativas que vão sendo geradas na sociedade civil, deve, pelo contrário, assumir uma atitude cooperante e de parceria no apoio àqueles que, contra ventos e marés, persistem em realizar projectos de investimento neste concelho. Quero ainda destacar que tenho conhecimento de algumas iniciativas que, no seu conjunto, envolvem investimentos de milhões de euros, promovidas por pessoas de grande valor e que, além do mais, são pessoas da terra. Portanto, esta minha primeira nota teria que ir forçosamente para eles, porque “Acreditar em Estremoz” (que é o nosso lema de campanha) é também – até diria “sobretudo” - acreditar no valor dos nossos conterrâneos.