segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Uma anedota adaptada à política local


Mandaram-me uma anedota por correio electrónico. Enfim, a anedota não tem por aí além piada demais, mas a primeira coisa que me ocorreu é que ela se aplica bem à situação política do nosso burgo. Bom, adiante! A anedota (abreviada) é assim:


Qual a melhor forma de esvaziar uma banheira? Com uma colher de chá, com um copo ou com um balde?

...

Se respondeu "com um balde" então aconselhamo-lo a tirar a tampa do ralo, vai ver que resulta melhor.


A moral da história é:

Não se deixe condicionar nas escolhas!
Procure alternativas!

domingo, 13 de setembro de 2009

Esquerda vs Direita

Fui alertado para um detalhe, quando me perguntaram se faltava algum texto nesta mensagem. Disseram-me inclusivamente que dava a sensação que "entrava logo a matar"... Não foi isso, a mensagem está é, de facto, descontextualizada, dado que o Jornal Ecos me perguntava:
- ainda faz sentido falar de Esquerda e de Direita?
Agora o resto do texto passa a estar devidamente enquadrado.


Faz sentido apenas por uma fundamental razão: é assim que a maioria das pessoas continuam a rotular a acção política desenvolvida por pessoas, partidos ou governos.



Convenhamos no entanto que tal visão é redutora e, por outro lado, que os conceitos de esquerda e de direita já não têm exactamente o mesmo significado que tiveram noutros momentos. São, portanto, conceitos dinâmicos.



Explico porque a dicotomia esquerda / direita é redutora dando exemplos. Quem é a favor da eutanásia é de esquerda ou de direita? Quem é presidencialista é de esquerda ou direita? Quem é a favor da regionalização é de esquerda ou de direita? Enfim, podia continuar aqui por mais ½ hora a dar exemplos de situações em que encontramos pessoas de todo o espectro político quer a darem respostas positivas às questões enunciadas quer a manifestarem-se contra. As pessoas podem ser mais liberais ou mais conservadoras nos costumes, mais tradicionalistas ou mais progressistas na atitude cultural, mais cosmopolitas ou mais nacionalistas na forma como vêem o mundo e, ainda assim, nada disto ter a ver com o facto de serem de esquerda ou direita, conceito que está fundamentalmente ligado ao modelo de organização económica da produção.



Por outro lado, conforme referido, a esquerda de hoje é substancialmente diferente da esquerda de há 30 anos atrás, a qual até já admite o mecanismo de mercado como forma privilegiada da formação dos preços. Neste aspecto, a direita não mudou tanto mas, ainda assim, também se nota uma maior tolerância relativamente a certos valores que eram no passado considerados como tipicamente de esquerda.



Finalmente, é preciso ter presente que a dicotomia esquerda / direita também conduz a equívocos. Por exemplo, consideram-se de extrema-direita certos movimentos que, afinal, estão mais à esquerda que outros não considerados como tal. Sabiam que Mussolini foi socialista ou que Hitler passava a vida a barafustar contra a alta finança? Curioso, não é?



Conclusão: temos de continuar a usar esta dicotomia enquanto não for inventado outro barómetro político que, sendo de utilização simples, seja também mais abrangente.



Publicado na edição de 28Ago2009, na secção “Mesa Redonda”, do Jornal Ecos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Entrevista na Ciência Hoje



António Ramalho: "Estremoz continuará a apoiar Centro de Ciência Viva"
Dossier Autárquicas/ Ciência
2009-09-10
Por Liliana Leandro


António Ramalho é o candidato do Partido Social Democrata à Câmara Municipal de Estremoz e acredita que as valências ‘ciência e tecnologia’ são sempre importantes para o desenvolvimento. Naquele concelho, porém, a investigação e desenvolvimento estão ainda numa fase inicial, sendo que no passado alguns investigadores do Pólo de Estremoz, da Universidade de Évora, chegaram a apresentar propostas concretas. O candidato, e economista, destaca que os frutos do investimento nesta área só se verão a longo prazo, garantindo para já continuar a apoiar o Centro de Ciência Viva local e promover mais edições do certame FeiCiTest (Feira de Ciência e Tecnologia de Estremoz). Das suas propostas faz ainda a parte a renegociação da parceria com a Universidade de Évora para aumentar a área de inovação e desenvolvimento do Pólo de Estremoz.

António Ramalho: Estremoz continuará a apoiar Centro de Ciência Viva

António Ramalho: Estremoz continuará a apoiar Centro de Ciência Viva

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Debate na Rádio Despertar - Rapinei 2 fotos






Saquei estas duas fotos do blogue do José Gonçalez

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Debate na Rádio



Hoje é dia de debate na Rádio Despertar Voz de Estremoz


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Eleitorado flutuante

O eleitorado flutuante constitui o sal da democracia. Constituído por aquelas pessoas que ora votam num partido ora votam noutro, esta é a franja do eleitorado que decide sempre as eleições e que manda às urtigas muitas sondagens e ainda mais opiniões avulsas.
Em Estremoz temos um exemplo claro deste fenómeno que afectou significativamente os resultados eleitorais da CDU (PCP/PEV) em 2005. No mesmo ano, esta força política registou uma diferença superior a 20 pontos percentuais (12,91% nas legislativas; 33,1% nas autárquicas).
Como toda a gente sabe este fenómeno é transversal e atinge todas as forças políticas com maior ou menor intensidade e num sentido favorável ou desfavorável. Mas este ano estou particularmente curioso quanto ao desempenho da CDU. Atendendo a que o primeiro candidato à câmara é um “profissional” da política “importado” da máquina do partido, como irá comportar-se o eleitorado que, noutras ocasiões, já votou nesta força política?

Erro de cálculo?


Quem faz ou quem diz pode errar, consciente ou inconscientemente, mas pode errar. Do mesmo modo, também quem num dado momento procede à avaliação de uma situação ou de um desempenho pode errar. Aqui, e mais uma vez, o erro pode ser motivado por não se ponderarem todas as variáveis em jogo ou, se forem outras as intenções, pode-se errar deliberadamente com propósitos bem definidos, nomeadamente para induzir em terceiros certos comportamentos que conferem vantagem ao pretenso “avaliador”.
É sobre esta última parte que vai versar a presente mensagem. Algumas das candidaturas concorrentes às eleições autárquicas na área do concelho de Estremoz têm procurado fazer passar a ideia de que o PSD não reúne condições para disputar a vitória eleitoral. Que terá eleitos, na câmara e na assembleia municipal, que poderá inclusivamente vencer em algumas freguesias mas que, todavia, a vitória jamais estará ao seu alcance.
Face ao que antecede apresentamos desde já a nossa posição, que seguidamente justificaremos, sobre este assunto:
O PSD Estremoz apresenta-se RENOVADO a estas eleições para disputar a VITÓRIA! Para nós não há nem vencedores nem perdedores antecipados. São os ELEITORES quem DECIDIRÃO, através de voto secreto, no próximo dia 11 de Outubro, quem ganha e quem perde.


Ler mais aqui.

domingo, 6 de setembro de 2009

Criatividade, inovação e empreendedorismo

O desafio decisivo que se coloca ao Município de Estremoz é conseguir tornar o concelho atractivo quer para quem nele vive quer para quem nele se pretenda instalar. Uma das vias para conseguir tal desiderato passa por estimular a criatividade, a inovação e o empreendedorismo. Com a publicação da Portaria n.º 985/2009, os serviços municipais de apoio ao empreendedorismo, para além da inexcedível importância no fomento da actividade económica, passam também a ser uma fonte de geração de receitas para o erário municipal.
Ler mais aqui.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Olé Quim-Zé (ou a triste sina da Praça de Touros de Estremoz)

Tive uma educação tradicional, conforme aquilo que era normal para a época. Em Estremoz, por altura da minha infância, a tourada fazia parte do percurso de endoculturação de qualquer criança. Não me lembro de ninguém da minha geração que não gostasse de assistir a uma corrida de touros. Aliás, só para medir este fenómeno cultural, integrando-o na sua própria época, o meu primeiro ídolo não foi nem jogador de futebol nem uma estrela de Rock, foi o Quim-Zé, um cavaleiro tauromáquico eborense.
Nos resquícios da minha memória ressoam ainda os brados com que os aficionados brindavam as suas lides: "Olé Quim-Zé".


Com o passar do tempo, mercê de outras vivências, de outras influências, de fenómenos de aculturação e até de desculturação, outros interesses se sobrepuseram à tauromaquia na minha hierarquia de preferências. Hoje sou um aficionado bem menos entusiasta relativamente àquilo que era no passado. Já não sou capaz de gastar dinheiro e tempo para ir assistir a uma corrida fora de Estremoz ou de alterar a minha agenda para assistir a uma transmissão televisiva da festa brava. Mas não, não renego a minha cultura e, por conseguinte, pelo menos em Estremoz, costumo assistir às touradas.

Ler mais aqui.

"Cá estamos... mais um dia!"



A mensagem em título inspirou-me para a minha reflexão matinal. Foi-me transmitida, com toda a naturalidade, enquanto tomava café esta manhã, intercalada entre os cumprimentos da praxe.

"Cá estamos... mais um dia" é uma verdade indesmentível com a qual toda a gente concorda. Fiquei a pensar - agora que estou envolvido num processo eleitoral - se serei capaz de transmitir mensagens similares com níveis idênticos de aceitação generalizada. Concluí que não. Digo mais: se fosse eu a transmitir tal mensagem não deixaria de haver quem arranjasse motivos para discordar.

Como dizia o outro, "é a vida!".

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Autárquicas 2009 (XVII) - Ciclo de debates

Aí estão os debates entre os candidatos às eleições autárquicas. Ainda em Agosto, foi o Jornal Ecos a dar o pontapé de saída metendo todos os candidatos (que apanhou), nada mais nada menos, na Cadeia...
Foi um tempo "reclusão" interessante na medida em que permitiu um salutar convívio entre adversários políticos.
Hoje foi na Rádio Despertar. Os temas em cima mesa foram a Educação, a Juventude e a Acção Social.
Os debates vão continuar. Todas as quartas-feiras até ao final do mês, das 22 às 24 horas, com repetição nas sextas, a partir das 7 da manhã.
O próximo debate vai ter por temas o Património, o Urbanismo e as Freguesias.





terça-feira, 1 de setembro de 2009

Autárquicas 2009 (XVI) - Candidatura do PSD em S. Lourenço



O esclarecimento que se impõe
Comecemos por uma verdade elementar: ser candidato pelo PSD é um acto voluntário. Ninguém é obrigado.
Do mesmo modo, aqueles que fazem aquilo a que vulgarmente se chama “jogo duplo” também o fazem voluntariamente. Ou seja, ninguém joga em dois tabuleiros… “sem querer”. Não há desculpas. O que há, apenas, é falta de ética.


Leia o resto do artigo aqui.

Autárquicas 2009 (XV) - Lapso técnico



Por razões de ordem técnica, alheias à nossa vontade, constatámos que para o download das listas de candidatos estava a ser exigido o registo nesta página. Tal lapso está agora resolvido. Pelo erro pedimos desculpa a todos os visitantes desta página.

Autárquicas 2009 (XIV) - Lista de candidatos à Freguesia de S. Lourenço de Mamporcão



Lista de candidatos à Freguesia de S. Lourenço de Mamporcão.


Autárquicas 2009 (XIII) - Lista de candidatos à Freguesia de Evoramonte


Lista de candidatos à Freguesia de Evoramonte.

Autárquicas 2009 (XII) - Lista de candidatos à Freguesia de S. Bento do Ameixial




Lista de candidatos à Freguesia de S. Bento do Ameixial

Autárquicas 2009 (XI) - Lista de candidatos à Freguesia de S. Domingos de Ana Loura


Lista de candidatos à Freguesia de S. Domingos de Ana Loura.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Autárquicas 2009 (X) - Lista de candidatos à Freguesia de S. Bento do Cortiço


Lista de candidatos à Freguesia de S. Bento do Cortiço

Autárquicas 2009 (IX) - Lista de candidatos à Freguesia de Veiros

Lista de candidatos à Freguesia de Veiros.

Autárquicas 2009 (VIII) - Lista de candidatos à Freguesia de Estremoz (Santo André)


Lista de candidatos à Freguesia de Santo André.

Autárquicas 2009 (VII) - Lista de candidatos à Freguesia de Estremoz (Santa Maria)


Lista de candidatos à Freguesia de Santa Maria.

Autárquicas 2009 (VI) - Candidaturas nas freguesias


O PSD Estremoz apresentou candidaturas a todas as freguesias do concelho de Estremoz, excepto naquelas em que surgiram movimentos espontâneos de cidadãos independentes.

Para saber mais, leia aqui.

Parabéns a você

Hoje - ou, talvez, daqui a cinco dias - a nossa cidade está de parabéns.
Faz hoje 83 anos que foi publicado o Decreto-Lei n.º 12 227, de 31 de Agosto de 1926, que elevou a “Notável Vila de Estremoz” ao estatuto de cidade. Outra data tem sido aventada para marcar a celebração da elevação a cidade: 5 de Setembro de 1926. Este desfasamento de datas pode estar relacionado com a data de entrada em vigor daquele Decreto-Lei, a qual, de acordo com a nossa tradição jurídica e na ausência menção expressa na própria lei, é de cinco dias. (Só lendo o texto do Decreto-Lei se poderia dissipar a dúvida…).


Ler o resto do artigo em http://autarquicas2009.antonioramalho.net/index.php?option=com_content&view=article&id=117:parabens-a-voce&catid=42:enquadramento-historico&Itemid=58

domingo, 30 de agosto de 2009

Autárquicas 2009 (V) - Lista de candidatos à Assembleia Municipal

Lista de candidatos à Assembleia Municipal

Autárquicas 2009 (IV) - Lista de candidatos à Câmara Municipal

Lista de candidatos à Câmara Municipal

Autárquicas 2009 (III) - Apresentação de Candidatos

No passado dia 26 de Julho, ao fim da tarde, foram apresentados os candidatos do PSD às eleições autárquicas que irão ocorrer no dia 11 de Outubro deste ano.
Ler mais aqui.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A Directiva n.º 2/2009 da ERC

Com o voto contra de um dos elementos do órgão directivo da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), aprovou esta entidade uma directiva "sobre a participação de candidatos a eleições em debates, entrevistas, comentários e outros espaços de opinião nos órgãos de comunicação social", preconizando a suspensão de tal colaboração com a imprensa "desde a data de apresentação formal da lista da respectiva candidatura no Tribunal Constitucional até ao dia seguinte ao da realização do acto eleitoral".


Se o voto contra antes aludido demonstra, desde logo, que tal matéria não foi consensual dentro da própria ERC, também as reacções sucessivas quer do Sindicato dos Jornalistas quer da Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social vêm demonstrar que, afinal, os argumentos usados não colhem assim tantas simpatias.


Primeiro, porque o fez num momento a todos os títulos inadequado, ou seja, numa altura em que as candidaturas às legislativas e às autárquicas já estão em marcha e depois de ter deixado passar as eleições europeias sem se ter pronunciado sobre o assunto que, ao que parece, tanto aflige, agora, alguns dos seus dirigentes. Segundo, porque a ERC se está imiscuir na esfera de competência da CNE (Comissão Nacional de Eleições) com a agravante de o fazer já depois desta última ter produzido um comunicado intitulado "Tratamento jornalístico não discriminatório", onde é feita uma clara separação entre a vertente noticiosa e os espaços de opinião. Terceiro, porque a ERC está interferir no domínio editorial da imprensa, o qual, em democracia, é um espaço de liberdade por excelência. Quarto, porque a ERC também não tem legitimidade para interferir nas relações contratuais entre as empresas de comunicação social e os seus colaboradores permanentes. Quinto, porque não vale a pena: as directivas da ERC não sendo vinculativas são ineficazes já que ninguém está obrigado a cumpri-las.


Face ao que precede a conclusão é só uma: por muito pertinentes que sejam as questões de fundo que levanta, esta directiva falha o pretenso objectivo de incentivar boas práticas no sector da comunicação social porquanto enferma de um vício de análise: o pluralismo de opinião deve ser incentivado em permanência e não apenas em períodos eleitorais.


Publicado na edição de 28Ago2009, na secção "Mesa Redonda", do Jornal Ecos.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Estremoz Antiga


Descobri uma série de cartas de Estremoz que retratam a sua evolução ao longo dos séculos. Não é uma obra completa mas, ainda assim, é interessante.

A compilação foi feita por alguém cuja alcunha é "Prof. Godin" e recolhi-as no Skyscrapercity.

O conjunto de imagens recolhidas está num álbum que criei no Facebook.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Natalidade…

Dizem-me que o Governo vai atribuir 200 euros por cada bebé nascido como forma de promover a natalidade. Sinceramente, não sei como devo reagir. Devo rir-me ou devo indignar-me? Afinal, há espaço para ambas as reacções.

Comecemos pela primeira. Só mesmo por graça alguém pode admitir que os casais vão desatar a fazer filhos só para apanharem 200 euros. Se isto é um incentivo… vou ali já venho. Só o enxoval do bebé custa bem mais que isso. Se houver neste país algum casal que se sinta tentado a ter mais um filho por causa de 200 euros, então é porque deve ter residência permanente na Avenida do Brasil, em Lisboa, numa instituição fundada por Júlio de Matos.


Agora que nenhum dos 100 mil casais que por ano têm filhos vai desperdiçar a oportunidade de amealhar tal "ajuda" também é verdade. Tão verdade como o facto de tal número de nascimentos anuais não irá sofrer qualquer alteração por causa desta idiotice agora chamada de incentivo. Conclusão: o custo desta palermice demagógica é de 20 milhões de euros por ano; o seu impacto em relação ao suposto objectivo será ZERO. Nem mais uma criança nascerá por isso.


Se queremos efectivamente estimular a natalidade então temos de tomar medidas activas para isso, que sairão muito mais dispendiosas (muito mais mesmo) mas cujos resultados serão bastante mais visíveis. Tais medidas são de natureza fiscal, têm um nome (tributação pelo quociente familiar) e duram durante todo o período em que os filhos coabitam com os pais (mesmo que já tenham 30 anos). Actualmente, o nosso sistema fiscal assenta no denominado "quociente conjugal", ou seja, o rendimento familiar é dividido por dois e depois faz-se um abatimento por cada filho. Porém, como toda a gente sabe, o nascimento de um bebé traduz-se num autêntico rombo no orçamento familiar e é justamente por isso que há cada vez menos nascimentos. Se a tributação do rendimento tivesse por base o número total de elementos que integram o agregado familiar, então haveria condições para as pessoas terem mais filhos. Como está, não.


Só cretinos acreditam na bondade desta proposta, demagógica e eleitoralista, de Sócrates.


Publicado na edição de 14Ago2009, na secção "Mesa Redonda", do Jornal Ecos.

Autárquicas 2009 (II)

Ver aqui:
http://autarquicas2009.antonioramalho.net/index.php?option=com_content&view=article&id=113:entrega-das-candidaturas&catid=36:camara-municipal&Itemid=56

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Histórico

Não, não estou a imitar o Sr. Presidente do Conselho.
Isto é mesmo histórico. A média da Euribor a três meses nestes primeiros 29 dias de Julho é de 0,938%. Se esta taxa continuar a cair como até aqui, aqueles que cujo período de revisão de taxa ocorra em Agosto, (tem por base Julho) irão pagar em Setembro uma prestação de empréstimo à habitação com base num indexante abaixo dos 1%.
Nunca tinha acontecido, nem se crê que dure por muito tempo, mas é de aproveitar enquanto durar.
Decisões correctas as daqueles que alteraram o indexante da euribor6 para a euribor3 quando as taxas começaram a cair.
Quando vos voltarem a falar que taxa FIXA é que é bom, recordem-se deste momento. A taxa fixa pode, de facto, até ser boa mas... nunca é má para os Bancos. Agora tirem as conclusões que quiserem.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Feitiço da Lua


No início desta semana celebrou-se o 40.º aniversário da chegada do homem à Lua. Os americanos e a generalidade do mundo ocidental rejubilaram de alegria porque, desta forma, pensaram ter conseguido assegurar importantíssimas reservas de tout-venant (tuvenã) para as estradas e caminhos desse mundo fora. Afinal, bem vistas as coisas, mesmo naquela época em que as contas se faziam com o lápis atrás da orelha, já se sabia que era mais barato continuar explorar as pedreiras da Terra… Mas isso que importava? O importante foi que os astronautas americanos ganharam a corrida aos cosmonautas russos depois de, durante boa parte do tempo, terem estado em desvantagem. Hoje é ponto assente que se a corrida à Lua foi usada como manobra de propaganda em tempos da guerra fria, não é menos verdade que, sem tal fútil justificação, a exploração científica do espaço não teria acontecido ou, no mínimo, teria acontecido com muito menos recursos e de uma forma assinaladamente mais lenta.




Pois é, a Lua tem este poder, este encanto, este fascínio. A ela se associam algumas realidades – como a evolução das marés – e ainda mais mitos, que incluem lobisomens, loucos lunáticos, assassinos em série e amantes apaixonados. Mas, enfim, realidade ou mito, que importa? O que conta verdadeiramente é que o feitiço da lua faz, de facto, as coisas acontecerem, mesmo que tais coisas não sejam exactamente as que se anunciaram, nem que as justificações dadas para estas correspondam às verdadeiras motivações que as originaram.




Por cá, temos o nosso presidente do concelho, perdão, do conselho (de ministros) de novo embalado com o feitiço da lua. Novas promessas aí estão para os próximos quatro anos sem que – utilizando a linguagem do cronista do Correio da Manhã, António Ribeiro Ferreira – "neste sítio pobre, deprimido, manhoso, cheio de larápios e cada vez mais mal frequentado" ainda tenham sido cumpridas as anteriores, as de há quatro anos atrás. Cá para mim acho um tanto confrangedor que se queira fazer as pessoas passarem por parvas novamente, voltando a prometer um "el dorado" de realizações fantásticas que ficam, invariavelmente, por realizar. Mas enfim, é a vida, se Sócrates e os socretinos não tiverem o que merecem nas próximas eleições, então é porque o povo português não merece mesmo mais.




Paralelamente, relativamente ao processo autárquico em curso, por esse país fora voltam a ouvir-se novas promessas, que agora é que é, que até aqui tivemos de semear e que agora, no próximo mandato, é vai ser colher à fartazana. Só vos digo, caiam nessa caiam… Porque cargas de água é que aqueles que vos prometeram lua cheia (e vos mostraram o lado oculto da mesma) é que agora vão fazer aquilo que não fizeram? Até mesmo o feitiço da lua tem limites!




Boas férias!



Publicado na edição do Brados do Alentejo de 24 de Julho de 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Autárquicas 2009











quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mais um estremocense em destaque



Hesito sempre em classificar alguém de ilustre, em especial se esse alguém está tão vivo como os seus contemporâneos que lhe conhecem os, hipotéticos, defeitos. No entanto, o Estremocense Vítor Brinquete Bento é, pelo menos, uma personalidade de destaque, que mais não seja por chegar a um cargo que o comum dos mortais não alcança: Conselheiro de Estado.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Para descontrair...

Há sempre quem aprecie uma boa dose de loucura...


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Boas notícias - más notícias

A Euribor a 3 meses registou hoje uma marca histórica: caiu abaixo de 1%. Destaco a Euribor3 porque este já é, para muita gente, o indexante dos empréstimos à habitação.

Por outro lado, o petróleo parece ter regressado à tendência de queda da sua cotação, perdendo cerca de 1/7 do seu valor no espaço de um mês.

A questão que se coloca é a seguinte: estas são boas ou más notícias? Eu diria que para os portugueses, e no imediato, são boas notícias. Algum desafogo financeiro proporcionado pela redução da prestação da casa poderá permitir canalizar tais recursos para outros bens dos quais se têm privado até aqui. Do mesmo modo, se os combustíveis voltarem a descer, temos aqui uma segunda ajuda para alívio do sufoco.

Numa óptica de longo prazo, porém, já não se podem considerar estas notícias como positivas. De facto, as cotações baixas do dinheiro e do petróleo apenas querem significar que a crise ainda poderá estar para durar.

Mas, enfim, como já estamos tão habituados a viver em crise, continuo a achar estas notícias como... boas notícias.

Na infância dos pais dos cotas

Lili Marleen
Esta é, sem dúvida, a canção mais popular da 2.ª Guerra Mundial.
Era o hino não oficial de todos os soldados de Infantaria de ambos os lados do conflito.
A poesia foi escrita em 1915 pelo soldado alemão Hans Leip (1893-1983),
que lhe deu o título combinando o nome da sua namorada, Lili, com o apelido de uma jovem enfermeira com quem simpatizou.
A poesia chamou a atenção de Norbert Schultze, que a musicou em 1938.

Após a ocupação alemã da Jugoslávia, o diretor de uma Rádio alemã sediada em Belgrado, o jovem tenente Karl-Heinz Reintgen começou a transmiti-la de novo, com grande agrado de Rommel.
Tornou-se a canção oficial da estação, que a transmitia diariamente às 21.55, antes do fim da emissão.
Lili Marlene era ouvida também pelos Aliados.
Depressa se tornou a canção preferida dos soldados de ambos os lados.

Marlene Dietrich cantou “The Girl under the Lantern” em muitos espectáculos, na Rádio e “em três longos anos, na África do Norte, Sicília, Itália, no Alasca, Groenlândia, Islândia e Inglaterra”,
como ela gostava de dizer mais tarde.
Diz-se que a canção foi traduzida em 48 línguas, incluindo o francês, o russo, o italiano e o hebreu.



Tradução
(Português)
Em frente ao quartel, diante do portão
Um poste com um velho lampião
Está ele ainda lá?
Queremos lá nos reencontrar
Queremos junto à sua luz ficar
Como outrora, Lili Marlene?

Nossas duas sombras pareciam uma só
E todos percebiam o amor que nós tínhamos
Toda a gente ficava a contemplar
Quando estávamos junto ao lampião
Outrora, Lili Marlene?
Gritou o sentinela para avisar
Tá na hora! um atraso, três dias vai te custar
Já vou, já vou companheiro!
E dissemos adeus, com que gosto eu iria
Com você, Lili Marlene?

O lampião reconhece teus passos
Teu belo caminhar
Ele ilumina tudo na noite
Mas há tempos se esqueceu de mim
E se algo me acontecer...,
Quem vai estar junto ao lampião,
Com você Lili Marlene?

Do alto céu; do fundo da terra,
Surge como em sonho teu rosto amado
Envolto na névoa da noite...
Será que voltarei para nosso lampião...
Como outrora, Lili Marlene?

Texto de Maria Caruso Cunha (Brasil)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Olha que novidade



A notícia do dia da TSF é de que os aderentes ao programa "Novas Oportunidades" não estão a colher benefícios efectivos no mercado de trabalho. Surpreendente? Só se for por ser notícia...

Filha de colegas de escola

Li a notícia no blogue do meu amigo Luís Russo e... pode até parecer meio tolo da minha parte, mas fiquei orgulhoso. Afinal trata-se de uma estremocense que consegue um lugar de destaque e, ainda por cima, filha de dois colegas e amigos.
Espero, todavia, que este terceiro lugar na lista da CDU no círculo de Lisboa não comprometa o já habitual 6.º lugar de uma outra estremocense, Fátima Messias, também minha colega de escola (e da mesma turma da mãe da Rita).
Pessoalmente não conheço sequer muito bem a Rita - creio que apenas nos cumprimentámos... - mas estou confiante que o material genético de que é herdeira lhe augura, seguramente, muita combatividade.
Apesar de politicamente estarmos em bancadas distintas, não tenho qualquer tipo de pejo em declarar que Estremoz ficará a ganhar, já que é elevada a probabilidade da Rita vir a ser eleita deputada.
Parabéns Rita por seres merecedora da escolha do teu partido.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A força da natureza...


Eis os efeitos das forças da natureza: se chover, mesmo que pouco, aqui a água não passa; se chover mais, a água não passa; se vier uma enxurrada, a água não só não passa como dá origem a inundações provavelmente evitáveis.
A foto foi tirada no dia 1 de Julho de 2009. Hoje voltei a passar pelo local e está... na mesma.

Histórias de Verão

Com a chegada do calor a minha disposição para escrever diminui na razão inversa da minha apetência pela leitura. Assim, desta vez – afinal, não sei se aquilo que vou fazer hoje será moda que pegue – vou preferir contar histórias escritas por outros.

Os dois sapos

«Dois sapos viviam na mesma lagoa. Quando ela secou com o calor do Verão, saíram em busca de outro lar. No caminho, passaram por um poço profundo e cheio de água. Ao vê-lo, um dos sapos disse para o outro: "Vamos descer e fazer a nossa casa neste poço; teremos aqui abrigo e alimento". O outro, mais prudente respondeu: "Mas, e se faltar a água, como sairemos de um lugar tão fundo?" (Moral da história:) Não faça nada sem pensar nas consequências!»

Fábulas de Esopo, Séc. VI AC

O Rei, o peregrino e o cirurgião

«Em épocas remotas, um rei passeava acompanhado de alguns nobres quando um peregrino muçulmano gritou: "Um bom conselho em troca de 100 dinares". O rei parou e disse: "Que conselho é esse por 100 dinares?". "Senhor", respondeu o peregrino, "entregue-me a quantia e eu direi imediatamente". O rei atendeu, esperando ouvir algo extraordinário. O muçulmano disse-lhe: "Este é o meu conselho: Não comece a fazer nada antes de pensar em como isso vai terminar".


Os nobres e os demais presentes acharam graça, achando que o peregrino tinha feito bem em pedir o seu pagamento adiantado. Mas o rei disse: "Não há motivo para rir do conselho do peregrino. Ninguém ignora o facto de que devemos pensar bem antes de fazer alguma coisa. O problema é que nem sempre o fazemos e, por vezes, sofremos as consequências. Sabem que mais? Gostei do conselho do muçulmano".


O rei decidido a não se esquecer jamais do conselho, mandou gravá-lo em letras douradas nas paredes do seu palácio e também na sua salva de prata. Algum tempo depois um nobre conspirador subornou o cirurgião da corte propondo-lhe honrarias se usasse um bisturi envenenado quando fizesse a sangria ao rei. Quando trouxeram a salva de prata para recolher o sangue do rei, o cirurgião leu a mensagem que nela estava gravada: "Não comece a fazer nada antes de pensar em como isso vai terminar". Foi então que o cirurgião percebeu que se o conspirador se tornasse rei ser-lhe-ia tão fácil mandar matá-lo como cumprir a sua parte da promessa. Reflectindo sobre o assunto percebeu que a primeira hipótese era mesmo a mais provável já que ele, alinhando na tramóia, ficaria na posse de um segredo incómodo para o novo senhor. O rei, vendo o cirurgião tremer, quis saber a razão de tal nervosismo, nada habitual nele. Foi então que o médico da corte confessou a verdade no momento. Preso o conspirador, o rei mandou chamar aqueles que tinham troçado do conselho do peregrino e disse: "Ainda se riem do conselho do peregrino?"»


A Caravana dos Sonhos, de Idries Shah, 1968.

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